27. A razão pela qual eu não aceitava a supervisão
Eu vinha regando recém-convertidos na igreja havia mais de um ano. Ao longo de meu dever, aos poucos dominei alguns princípios, e minha rega de recém-convertidos também melhorou. Eu achava que eu tinha alguma experiência no desempenho desse dever e que, mesmo sem ajuda, conseguiria regar bem os recém-convertidos. Quando eles tinham problemas e dificuldades, eu conseguia ajudá-los buscando a verdade, por isso achava que já sabia desempenhar bem meu dever. Achava que não precisava de ninguém para me guiar e que não havia necessidade de outros supervisionarem e acompanharem o meu trabalho. Assim, não aceitava a supervisão e os conselhos dos meus irmãos e não fornecia muitos detalhes sobre a situação específica dos recém-convertidos. Simplesmente fazia meus trabalhos do meu jeito.
Um dia, Pheolie, a supervisora, me perguntou sobre alguns recém-convertidos e também me fez algumas perguntas específicas. Por exemplo, como eu os notificava sobre reuniões? Por que esse ou aquele irmão não participava desses encontros? Eu costumava conversar com os recém-convertidos para entender seus estados ou dificuldades? Quando ouvia essas perguntas, eu resistia muito. Pensava: “Ela acha que estou desempenhando meu dever de forma irresponsável? Ela não confia em mim?”. Eu era muito insolente, e queria ignorá-la. Ela me perguntou se os recém-convertidos tinham interesse em comparecer às reuniões, e eu perfunctoriamente disse: “Sim”, e não forneci nenhum detalhe. Ela me perguntou como eu os notificava sobre as reuniões, e eu lhe disse que enviava mensagens de texto, mas não expliquei em detalhe como os notificava, quais dificuldades eles enfrentavam e assim por diante. Então ela me perguntou quais aspectos da verdade eu comunicava com os recém-convertidos e, sem paciência, eu disse que sabia como conversar com eles, mas não fornecia detalhes sobre o que eu dizia, como eles reagiam ou que problemas eles tinham. Ela não ficou satisfeita com minha resposta e quis saber mais sobre como eu ajudava e apoiava esses recém-convertidos. Achei que ela estava me subestimando, como se não soubesse desempenhar meu dever, e isso me deixou muito desconfortável. Uma vez, ela percebeu que eu não considerava os sentimentos dos recém-convertidos quando falava. Então me disse: “Você deve ver as coisas do ponto de vista dos recém-convertidos. Se fosse um recém-convertido, você ficaria feliz com essas palavras? Iria querer responder a elas?”. As palavras dela me irritaram. Eu disse que entendia, mas, no fundo, não aceitei. Não achava que houvesse algum problema com meu jeito de falar com recém-convertidos. Eu achava que sabia como me comunicar com eles, então decidi que ia continuar fazendo do meu jeito. Em outra ocasião, ela me perguntou como eu costumava me comunicar com os recém-convertidos, e eu disse: “Enviando mensagens”. Ela sugeriu que eu ligasse para eles se eles estivessem disponíveis, pois ligações eram mais diretas, tornavam mais fácil entender os problemas reais deles e ajudá-los. Mas eu não aceitava e achava que meu método era melhor. Não queria dar ouvidos a ela nem conversar mais a respeito, então apenas respondi brevemente a suas perguntas e na maior parte do tempo permaneci em silêncio. Descobri que, quando alguém queria falar comigo sobre minha rega dos recém-convertidos, eu ficava muito passivo e atormentado, porque achava que a pessoa estava rindo de mim, me menosprezando, e pensava que eu era uma pessoa que não sabia desempenhar meu dever ou que não merecia confiança. Eu achava que estava desempenhando bem meu dever, que eu sabia regar recém-convertidos, que eu tinha meus próprios métodos, e que era mais talentoso do que a supervisora, por isso não conseguia aceitar seus conselhos. Embora concordasse verbalmente, era raro que eu praticasse de acordo com seu conselho e eu continuava a regar os recém-convertidos e a conversar com eles do meu jeito.
Durante uma reunião, li as palavras de Deus e finalmente ganhei algum entendimento de mim mesmo. Deus diz: “Existem algumas pessoas que violam frequentemente os princípios quando agem e não aceitam poda. Elas sabem claramente no coração que as coisas que os outros dizem estão de acordo com a verdade, mas não as aceitam. Tais pessoas são tão arrogantes e presunçosas! Por que digo que são arrogantes? Em sua recusa de aceitar poda, elas resistem, e uma resistência não é arrogância? Elas acham que estão indo bem e não acham que cometem quaisquer malfeitos, o que significa que elas não se conhecem e que são arrogantes” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “A natureza arrogante do homem é a raiz de sua resistência a Deus”). “As pessoas não deveriam se considerar muito perfeitas, muito distintas, muito nobres nem muito diferentes dos outros; tudo isso é causado pelo caráter arrogante e pela ignorância do homem. Sempre considerar-se notável — isso é causado por um caráter arrogante; nunca ser capaz de aceitar suas deficiências e nunca ser capaz de enfrentar seus erros e falhas — isso é causado por um caráter arrogante; nunca permitir que outros sejam superiores a você ou que sejam melhores que você — isso é causado por um caráter arrogante; nunca permitir que os pontos fortes dos outros ultrapassem ou superem os seus — isso é causado por um caráter arrogante; nunca permitir que os outros tenham pensamentos, sugestões e pontos de vista melhores que os seus, e, quando descobrir que os outros são melhores que ele próprio, tornar-se negativo, não desejar falar, sentir-se angustiado e desanimado e ficar chateado — tudo isso é causado por um caráter arrogante. Um caráter arrogante pode torná-lo incapaz de aceitar a correção dos outros por você ser defensivo quanto à sua reputação, incapaz de enfrentar as próprias deficiências e incapaz de aceitar os próprios erros e falhas. Mais do que isso, quando alguém é melhor do que você, isso pode fazer o ódio e o ciúme surgirem em seu coração, e você pode se sentir constrangido, e até não deseja desempenhar o dever e fica perfunctório ao desempenhá-lo. Um caráter arrogante pode fazer com que esses comportamentos e práticas surjam em você. Se vocês forem capazes, aos poucos, de se aprofundar em todos esses detalhes, alcançar avanços e ganhar entendimento deles; e se vocês forem capazes de gradativamente se rebelar contra esses pensamentos, se rebelar contra essas noções, pontos de vista e até mesmo os comportamentos equivocados, e pararem de ser constrangidos por eles; e se, ao longo de desempenharem o dever, vocês forem capazes de encontrar seu lugar adequado, agir de acordo com princípios e desempenhar o dever que vocês podem e deveriam desempenhar; então, quanto mais desempenharem seus deveres, melhores vocês serão nisso. Desse jeito, vocês terão entrado na verdade realidade. Se você puder entrar na verdade realidade, parecerá que você tem uma semelhança humana, e as pessoas dirão: ‘Essa pessoa se conduz de acordo com sua posição, e ela está desempenhando seu dever de maneira fundamentada. Ela não confia na naturalidade, em cabeça quente, ou em seu caráter corrupto satânico para desempenhar seu dever. Ela age com restrição e tem um coração temente a Deus. Há elementos de amar a verdade nela, e ela mostra manifestações e revelações de se rebelar contra a própria carne e suas preferências’. Como é maravilhoso se conduzir dessa maneira! Nas ocasiões em que os outros mencionam suas deficiências, você não somente é capaz de aceitá-las, mas também é otimista, e enfrenta suas deficiências e problemas com compostura. Seu estado de espírito é bem normal, livre de extremos, livre de impetuosidade. Não é isso que é ter uma semelhança humana? Somente tais pessoas têm razão” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Os princípios que devem guiar a conduta pessoal”). No passado, eu achava que não era arrogante, mas, por meio da exposição da palavra de Deus, vi que de fato era. A supervisora me falava de alguns bons jeitos de regar os recém-convertidos, mas eu não conseguia aceitá-los de forma alguma. Quando ela me perguntava como eu os regava, eu simplesmente ficava calado ou respondia de forma sucinta, pois não queria perder reputação nem desejava que os outros percebessem minhas inadequações na rega dos recém-convertidos. Queria mostrar aos outros que estava tudo bem comigo, que não havia nada de errado em meu dever e que eu conseguia cumprir bem meu dever sem supervisão ou ajuda de outros. Eu era arrogante demais. Também achava que era mais talentoso do que a irmã que me supervisionava, que eu sabia regar os recém-convertidos, que tinha meus próprios métodos e que eles funcionavam bem, por isso não estava disposto a aceitar as sugestões dela. Eu chegava mesmo a acreditar que, se aceitasse seu conselho, isso significaria que minha capacidade de trabalho era inferior à dela. Isso seria vergonhoso. O que os outros pensariam de mim? Assim, por fora, concordava com as sugestões dela, mas raramente as praticava. Meu caráter arrogante fazia com que eu me apegasse às minhas próprias opiniões e me impedia de aceitar a verdade. Isso era rebeldia contra Deus. Depois disso, eu me acalmei e refleti sobre a sugestão da irmã. Achei que ela tinha razão e que valeria a pena tentar. Assim, liguei para os recém-convertidos. Descobri que era mais fácil entender seus problemas e ajudá-los prontamente ao me comunicar com eles por telefone. Quando coloquei a sugestão dela em prática, meu trabalho de rega se tornou mais eficaz, e fiquei muito envergonhado. Nessa questão, vi que, embora eu fosse de alguma forma talentoso, eu ainda tinha muitas deficiências. Sem a ajuda e a orientação da irmã, os resultados do meu trabalho não teriam melhorado. Também percebi que eu não era melhor do que os outros e que não conseguia desempenhar bem meu dever sozinho.
Um dia, a supervisora me perguntou por que um recém-convertido não tinha vindo à reunião em vários dias. Quando expliquei, ela fez algumas outras perguntas, pedindo mais detalhes sobre como eu desempenhava meu dever. Eu me senti desconfortável e resisti muito. Não queria responder a nenhuma pergunta dela, pois não desejava aceitar sua supervisão e seu questionamento. Percebi que novamente estava revelando meu caráter corrupto, então orei a Deus no meu coração por Seu esclarecimento e Sua orientação de modo que eu pudesse aprender a me submeter a tais ambientes, a reconhecer minha corrupção e a aceitar a supervisão e a orientação dos outros. Depois disso, li algumas das palavras de Deus: “Os anticristos proíbem a intervenção, as perguntas ou a supervisão de outras pessoas em qualquer trabalho que façam, e essa proibição se manifesta de várias formas. Uma é a recusa, pura e simples. ‘Pare de interferir, de fazer perguntas e de me supervisionar quando trabalho. Qualquer trabalho que eu faça é responsabilidade minha, tenho uma ideia de como fazê-lo e não preciso de ninguém que me administre!’ Isso é recusa pura. Outra manifestação é a aparência de ser receptivo, dizendo: ‘OK, vamos nos comunicar e vejamos como o trabalho deve ser feito’, mas quando os outros realmente começam a fazer perguntas e tentam descobrir mais sobre seu trabalho, ou quando apontam alguns problemas e fazem algumas sugestões, qual é a atitude deles? (Eles não são receptivos.) Correto — eles simplesmente se recusam a aceitar, inventam pretextos e desculpas para rejeitar as sugestões dos outros, transformam o certo no errado e o errado no certo, mas, na verdade, em seu coração, eles sabem que estão forçando a lógica, que estão falando palavras que soam elevadas, que o que estão falando é apenas teórico, que suas palavras não são tão práticas quanto o que as outras pessoas dizem. Mesmo assim, a fim de proteger seu status — e sabendo muito bem que estão errados e que as outras pessoas estão certas —, eles transformam o acerto das outras pessoas em erro, e seu próprio erro em acerto, e continuam a executar, não permitindo que coisas corretas e alinhadas com a verdade sejam introduzidas ou implementadas onde eles estão. […] Qual é o seu objetivo? Não aceitar que outras pessoas intervenham, inquiram ou supervisionem, e fazer com que os irmãos e irmãs pensem que seu modo de agir é justificado, correto, que está alinhado com os arranjos de trabalho da casa de Deus e de acordo com os princípios de ação, e que, como líderes, eles estão obedecendo aos princípios. De fato, só poucas pessoas na igreja entendem a verdade; a maioria é, sem dúvida, incapaz de discernimento, não consegue ver esse anticristo pelo que ele realmente é e naturalmente é desorientada por ele” (A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item oito: Eles fazem os outros se submeterem apenas a eles, não à verdade nem a Deus (parte 2)”). “Quando Satanás age, ele não permite a intervenção de mais ninguém, ele deseja ter a última palavra em tudo que faz e controlar tudo, e ninguém pode supervisionar nem investigar. Se alguém interfere ou intervém, isso é ainda menos permissível. É assim que um anticristo age; não importa o que ele faça, ninguém pode investigar nada, e não importa como ele opere nos bastidores, ninguém pode intervir. Esse é o comportamento de um anticristo. Ele age desse jeito porque, em um sentido, tem um caráter extremamente arrogante e, em outro, carece totalmente de razão. Ele carece completamente de submissão e não permite que ninguém o supervisione ou inspecione seu trabalho. Essas são verdadeiramente as ações de um demônio, que são completamente diferentes daquelas de uma pessoa normal. Qualquer um que trabalha requer a cooperação dos outros, precisa da assistência, das sugestões e da cooperação de outras pessoas, e mesmo que haja alguém que supervisione ou observe, isso não é algo ruim, é necessário. Se erros ocorrem numa parte do trabalho e eles são identificados pelas pessoas que observam e são prontamente consertados, evitando perdas no trabalho, isso não é uma ajuda ótima? E assim, quando pessoas inteligentes fazem as coisas, elas gostam de ser supervisionadas, observadas e de serem questionadas por outras pessoas. Se, por acaso, ocorre um erro e essas pessoas são capazes de apontá-lo e o erro pode ser consertado prontamente, isso não é um desfecho muito desejado? Ninguém neste mundo não precisa da ajuda dos outros. Só pessoas com autismo ou depressão gostam de ficar sozinhas e não entrar em contato ou se comunicar com outras pessoas. Quando as pessoas sofrem de autismo ou depressão, elas não são mais normais. Não conseguem mais se controlar. Se a mente e a razão das pessoas são normais, porém elas só não querem se comunicar com os outros, e se não querem que outras pessoas saibam nada do que fazem, se querem fazer as coisas secretamente, em particular, e operar nos bastidores, e não ouvem nada do que os outros dizem, então tais pessoas são anticristos, não são? Elas são anticristos” (A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item oito: Eles fazem os outros se submeterem apenas a eles, não à verdade nem a Deus (parte 2)”). Percebi que eu estava me comportando como Deus havia exposto. Era muito difícil para mim aceitar o conselho e a supervisão de outros no meu dever. Mesmo quando tinha dificuldades, eu nunca as expunha para eles nem deixava que soubessem, pois achava que, já que esse trabalho tinha sido atribuído a mim, eu era responsável, eu tinha a última palavra e conseguia fazê-lo do meu jeito. Achava que sabia como desempenhar bem meu dever, e não precisava de uma supervisora nem de alguém para me monitorar ou me aconselhar. Via o conselho dos outros como uma exposição das minhas inadequações ou como um questionamento das minhas habilidades, por isso não queria ouvi-lo. Então, vi que isso era arrogância e tolice. Não era a razão que uma pessoa de humanidade normal deveria possuir. Minha natureza arrogante me levava a não obedecer a ninguém e a nunca aceitar a supervisão e o conselho de outros. Eu sempre queria ter a última palavra e regar os recém-convertidos de acordo com minha vontade. No passado, eu me comunicava com os recém-convertidos do meu jeito, que era simplesmente enviar mensagens e poucas vezes ligar para eles. Quando alguns recém-convertidos não me respondiam por alguns dias, eu os descartava e continuava a me reunir com aqueles que queriam se comunicar comigo, e, como resultado, alguns recém-convertidos não podiam ser regados a tempo, e alguns deles até acabavam por deixar o grupo de reunião. Minhas ações não eram iguais às de um anticristo? Anticristos não gostam de ser supervisionados. Querem controlar tudo sozinhos, fazer as coisas do jeito deles ou de acordo com suas opiniões, nunca obedecem a ninguém nem se aconselham com outros, e não cooperam com os outros para fazerem bem seu trabalho. Vi que eu estava trilhando a senda de um anticristo e só então tive medo. Também aprendi com as palavras de Deus que todos têm suas falhas e deficiências, por isso precisamos do conselho e da ajuda de outros. Devemos cooperar com as pessoas para cumprirmos bem nosso dever. A supervisora estava me ajudando ao acompanhar meu trabalho e me dando sugestões. E isso também era benéfico para o trabalho, mas não quis aceitar. Como resultado, prejudiquei o trabalho da igreja. Era um assunto muito sério.
Depois disso, li algumas das palavras de Deus: “Quando alguém supervisiona ou observa você um pouco, ou tenta entendê-lo num nível profundo, tentando ter uma conversa franca com você e descobrir como anda seu estado durante esse tempo, e mesmo quando a atitude dele é um pouco mais dura e ele poda, disciplina e repreende você um pouco, tudo isso acontece porque ele tem uma atitude conscienciosa e responsável em relação ao trabalho da casa de Deus. Você não deveria ter nenhum pensamento negativo, e não deveria reagir com emoções negativas. O que significa o fato de você conseguir aceitar quando os outros o supervisionam, observam e tentam entendê-lo? Significa que, em seu coração, você aceita o escrutínio de Deus. Se você não aceita a supervisão, a observação e as tentativas das pessoas de entender você, e você até resiste a isso, você é capaz de aceitar o escrutínio de Deus? O escrutínio de Deus é mais detalhado, aprofundado e exato do que quando as pessoas tentam entender você; as exigências de Deus são muito mais específicas, exatas e aprofundadas do que isso. Se você não consegue nem aceitar ser supervisionado pelo povo escolhido de Deus, suas alegações de que você consegue aceitar o escrutínio de Deus não são palavras vazias? Para você ser capaz de aceitar o escrutínio e a inspeção de Deus, você deve primeiro aceitar ser supervisionado pela casa de Deus, pelos líderes e obreiros ou pelos irmãos” (A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros, “As responsabilidades dos líderes e dos obreiros (7)”). “Se tiver um coração temente a Deus, então, naturalmente, você será capaz de aceitar o escrutínio de Deus. Mas você deve também aprender a aceitar a supervisão do povo escolhido de Deus, o que requer que você tenha mente aberta e seja magnânimo. Se você vê alguém supervisionando você, inspecionando o seu trabalho ou verificando você sem o seu conhecimento, e se você fica de cabeça quente, trata essa pessoa como um inimigo e a despreza, e até a ataca e a trata como uma cobra no matagal, como um traidor, querendo que ela desapareça, isso é encrenca. Isso não é extremamente vil? Qual é, então, a diferença entre você e um rei diabo? Isso é tratar as pessoas de forma justa? Se você age de maneira transparente e íntegra, as pessoas verificarem você é algo a temer? Se você tem medo, isso significa que você está escondendo algo. Se sabe, no coração, que tem um problema, você deveria aceitar o julgamento e o castigo de Deus. Isso mostra que você possui razão. Se você sabe que tem um problema, mas não permite que ninguém o supervisione, inspecione o seu trabalho ou investigue o seu problema, então você é muito desprovido de razão, você é uma pessoa que se rebela contra Deus e resiste a Ele, e, nesse caso, seu problema é ainda mais sério. Se o povo escolhido de Deus discernir que você é uma pessoa maligna ou um descrente, as consequências serão ainda mais problemáticas — você será expurgado e eliminado. Assim, aqueles que são capazes de aceitar que os outros os supervisionem, inspecionem e verifiquem são os que mais possuem razão; eles têm mente aberta e humanidade normal. Quando você descobrir que a sua abordagem está errada ou que você revela um caráter corrupto, se você for capaz de se abrir e se comunicar com as pessoas, isso ajudará aqueles ao seu redor a supervisioná-lo. Certamente, é necessário aceitar a supervisão, mas o principal é orar a Deus, contar com Ele e examinar a si mesmo constantemente. Especialmente quando você tomou a senda errada ou fez algo errado, ou quando está prestes a agir de maneira arbitrária e ditatorial, e alguém ao seu redor aponta isso e o alerta, você deve aceitar isso e apressar-se a refletir sobre si mesmo, admitir seu erro e corrigi-lo. Isso pode impedi-lo de embarcar na senda dos anticristos. Se houver alguém ajudando e alertando você dessa forma, você não será protegido sem que o perceba? Para você, isso é um tipo de proteção” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “O cumprimento adequado dos deveres exige cooperação harmoniosa”). As palavras de Deus nos falam claramente da importância e dos benefícios de se aceitar a supervisão de outros. Antes, eu realmente não entendia os benefícios de ser supervisionado, o que me levou a resistir àqueles que me supervisionavam. Achava que estavam tentando me controlar ou demonstrando desprezo por mim. Na minha mente, se alguém me perguntava sobre meu trabalho, era como se estivesse me considerando irresponsável, sem iniciativa e incapaz, como uma pessoa que não conseguia desempenhar bem seu dever ou tão bem como os outros. Por isso, resistia muito à supervisão por outros. Mas a palavra de Deus me mostrou que minha opinião estava errada e não concordava com a verdade. Todo mundo tem suas deficiências no trabalho e precisa da ajuda de outros irmãos para progredir, mas eu me recusava a aceitar supervisão. Desse jeito, conseguiria eu corrigir os erros no meu trabalho e desempenhar melhor meu dever? Era muito importante que meus irmãos supervisionassem minha atividade, pois estavam suportando o fardo do trabalho e desempenhando seu dever. Eu não deveria ter uma atitude de rejeição e silêncio em relação à supervisão. Devia me abrir e contar-lhes minhas dificuldades e a situação real no meu trabalho. Isso seria melhor para o trabalho da igreja. Aceitando supervisão, posso ver minhas deficiências e refletir sobre se eu desempenho meu dever de acordo com os princípios. Agora, entendo a intenção de Deus. O fato de outros sempre supervisionarem e verificarem meu trabalho pode me impedir de agir segundo a minha vontade e dessa forma fazer coisas que possam perturbar e interromper. Isso é realmente a proteção de Deus para mim.
Li outra passagem da palavra de Deus: “Digam-Me, existe alguém que seja perfeito? Mesmo que alguém seja muito forte e seja capaz e talentoso, ainda assim não é perfeito. Isso é um fato. As pessoas precisam ter esse entendimento, e essa é a atitude correta que as pessoas deveriam ter em relação a seus próprios pontos fortes e méritos e a suas próprias fraquezas; é a racionalidade que as pessoas deveriam possuir. Se tiver essa racionalidade, você poderá tratar seus próprios pontos fortes e fraquezas corretamente, bem como os dos outros, e, dessa forma, será capaz de cooperar harmoniosamente com os outros. Se entender esse aspecto da verdade e puder entrar nesse aspecto da verdade realidade, você poderá conviver amigavelmente com os irmãos e aproveitar os pontos fortes deles para compensar suas fraquezas. Dessa forma, não importa qual dever você esteja desempenhando ou o que esteja fazendo, você ficará cada vez melhor nisso e terá a bênção de Deus” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). Por meio da palavra de Deus, entendi que todos têm seus pontos fortes e fracos e que não existem pessoas perfeitas neste mundo. Não importa quão fortes sejam, ainda assim as pessoas têm deficiências e precisam da ajuda de outros. Não importa que dever desempenhemos na igreja, ele é inseparável da ajuda e da cooperação dos outros. Fomos tão corrompidos por Satanás que sempre agimos segundo nossos caracteres corruptos, por isso precisamos dos lembretes e da supervisão dos nossos irmãos para não nos desviarmos dos princípios e para reduzirmos nossos erros. Quando outros me procuravam para entender meus problemas no trabalho, eu devia ter usado isso como uma chance de me melhorar e aprender com seus pontos fortes para compensar minhas fraquezas. Isso teria ajudado a mim e o trabalho da igreja. Também percebi que eu não era melhor do que ninguém, incluindo a irmã que supervisionava meu trabalho. Eu devia aceitar a orientação e o conselho dos outros, corrigir meus erros e desvios e ousar revelar minhas fraquezas e buscar a ajuda de outros. Isso é ser uma pessoa com razão e humanidade normais. Depois disso, comecei a aceitar o conselho da irmã, e, quando ela fazia perguntas ou queria saber algo sobre qualquer aspecto das situações dos recém-convertidos, eu discutia isso abertamente e lhe fornecia detalhes. Praticando isso, eu me tornei mais eficiente em meu dever.
Um dia, a irmã me perguntou sobre a situação dos recém-convertidos. Eu respondi às suas perguntas sem reservas e forneci detalhes sobre as razões pelas quais alguns participavam irregularmente. Ela me lembrou de alguns pontos-chave, e eu os anotei e os coloquei todos em prática. Vi que era muito bom aceitar conselhos de outros, o que era benéfico para mim e para o trabalho da igreja. No futuro, estarei disposto a aceitar a supervisão de outros e a desempenhar bem meu dever.