94. É mais bem-aventurado dar do que receber

Por Harry, Espanha

Há alguns anos, os líderes da igreja arranjaram para que eu fizesse vídeos. Eles também disseram na época que havia uma escassez de pessoas fazendo vídeos e, por isso, me dariam a responsabilidade principal por esse trabalho. Quando ouvi isso, fiquei muito feliz, e pensei comigo mesmo: “Parece que os líderes têm uma opinião muito boa sobre mim. Se eu fizer bem esse trabalho de vídeo, certamente os irmãos também pensarão bem de mim”. Então, concordei prontamente. Depois de algum tempo, como eu fazia muitos vídeos, todos os irmãos me admiravam. Muitas vezes eu ficava muito feliz por ser capaz de desempenhar esse dever, e me sentia como se fosse uma pessoa talentosa rara dentro da igreja. Embora eu estivesse muito ocupado, tivesse de ficar acordado até bem tarde todos os dias, e a tarefa em si fosse bem entediante, eu me sentia feliz e nem um pouco cansado.

Pouco tempo depois, os líderes arranjaram para que o irmão Zachary viesse aprender técnicas de produção de vídeo comigo. Vi que ele tinha uma mente aguçada e que aprendia rápido, e também ouvi o irmão Jonathan, que estava com a gente na reunião, dizer que Zachary tinha bom calibre, o que me deixou um pouco desconfortável, e pensei comigo mesmo: “Zachary aprende muito rápido. Se ele me superar, será que não vai me ofuscar? Se ele ficar mais habilidoso do que eu, e todos o elogiarem, como é que eu fico? Terei de guardar alguns de meus truques na manga, não posso ensinar a ele tudo o que sei, senão o ‘aluno’ vai matar o ‘mestre’ de fome”. Para evitar que Zachary aprendesse rápido demais, comecei mostrando a ele como eu fazia os vídeos, mas não lhe contei os detalhes e os fundamentos do processo. Alguns dias depois, fiz ele assistir a alguns tutoriais relevantes e depois deixei que ele se atrapalhasse praticando sozinho. Eu lhe disse que foi assim que aprendi e que ele só conseguiria fazer vídeos se praticasse bem. Ele seguiu minhas instruções e passou os dias se atrapalhando ao praticar sozinho. Na verdade, eu nunca tive a intenção de ensiná-lo a fazer vídeos. Cheguei a pensar comigo mesmo: “Não vou lhe ensinar nenhuma técnica, você pode simplesmente assistir a alguns tutoriais sozinho. Se não for capaz de aprender alguma coisa e acabar não conseguindo fazer nada, então certamente os líderes o mandarão embora”.

Passado um tempo, Zachary ainda não conseguia fazer vídeos sozinho porque seu progresso era muito lento, e ele começou a se sentir bastante negativo. Quando vi isso, senti-me secretamente feliz, e pensei comigo mesmo: “É bom que você não consiga aprender nada. Quando os líderes perceberem isso, eles arranjarão outra tarefa para você, assim, não precisarei me preocupar com o fato de alguém me superar”. Mas então pensei: “Zachary está negativo há alguns dias. Se eu não o ajudar, será que ele vai dizer que não tenho boa humanidade e que me falta compaixão?”. Para evitar que ele pensasse que eu o estava impedindo intencionalmente e não lhe ensinando nenhuma técnica, fui até ele, fingindo confortá-lo, e disse: “Irmão, não se preocupe, não tenha pressa. Aprender essas técnicas leva algum tempo. Quando comecei, também tive de assistir a muitos vídeos tutoriais. Ainda há muitos vídeos que precisam ser feitos. Se praticar mais, com certeza você conseguirá fazer vídeos sozinho”. Por fora, parecia que eu me importava com Zachary, mas, pelas costas dele, eu falava sobre todas as suas pequenas falhas na frente de Jonathan, o que fez Jonathan desenvolver uma antipatia por ele e se juntar a mim para excluí-lo e isolá-lo. Eu achava que, se todos nós ignorássemos Zachary, ele não conseguiria ficar e pediria para sair por vontade própria, e, dessa forma, eu não teria de desempenhar um dever com ele. Mas ele nunca disse que queria ir embora, e minha atitude em relação a ele ficou cada vez pior. Na maioria das vezes, eu nem queria dizer uma única palavra a ele. Mais tarde, Jonathan percebeu que meus problemas eram muito sérios, então ele comunicou comigo e me pediu para cooperar harmoniosamente com Zachary. Também achei que tinha ido um pouco longe demais e me senti meio culpado. Senti que não o deveria estar tratando da maneira como eu estava, mas ainda tinha medo de que ele me superasse se aprendesse algumas habilidades, por isso não queria ensiná-lo. Mais tarde, como ele ainda não conseguia fazer vídeos sozinho, os líderes arranjaram para que ele saísse e desempenhasse outro dever. Quando ele foi embora, não fiquei tão feliz quanto pensei que ficaria. Em vez disso, senti-me desconfortável de uma forma que não conseguia descrever. Não conseguia sentir a presença de Deus, meu coração estava cheio de escuridão e eu me sentia como se estivesse vivendo em um torpor. Eu não tinha boas ideias quando estava fazendo vídeos e me atrapalhava até com problemas simples, o que fazia com que os vídeos tivessem de ser retrabalhados com frequência. Eu me sentia sufocado e angustiado, e não estava mais tão motivado a desempenhar meu dever como antes. Mais tarde, procurei os irmãos e me abri sobre meu estado. Eles disseram que eu dava muita importância à reputação e ao status, que eu tinha um caráter arrogante e que não tinha boa humanidade. Foi muito desconfortável ouvir isso, mas finalmente comecei a refletir sobre mim mesmo. De fato, eu realmente exagerei na forma como tratei Zachary e isso não era algo que uma pessoa que acreditava em Deus teria feito. Eu estava completamente carente de humanidade!

Naquela época, comecei a ler a palavra de Deus que expõe esse aspecto do estado das pessoas. Um dia, li a palavra de Deus que diz: “Algumas pessoas sempre receiam que os outros sejam melhores e mais elevados do que elas, que as outras pessoas sejam reconhecidas, enquanto elas são negligenciadas, e isso as leva a atacar e excluir os outros. Não é esse um caso de ter inveja de pessoas que têm talento? Isso não é egoísta e desprezível? Que tipo de caráter é esse? É um caráter cruel. Aqueles que só pensam nos próprios interesses, que apenas satisfazem os próprios desejos egoístas, sem pensar nos outros ou considerar os interesses da casa de Deus, têm um caráter ruim, e Deus não gosta deles(A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Liberdade e liberação só podem ser ganhas livrando-se de seus caracteres corruptos”). “Cada um de vocês foi elevado ao pináculo das multidões; vocês ascenderam para serem os ancestrais das massas. Vocês são extremamente arbitrários e correm fora de controle entre todos os vermes, procurando um lugar de tranquilidade e pensando ilusoriamente em devorar os vermes que são menores que vocês. Vocês são maliciosos e insidiosos no coração, superando os fantasmas que afundaram até o fundo do mar. Vocês residem no fundo do esterco, perturbando os vermes de cima a baixo até que eles não tenham paz, lutando uns com os outros por um tempo e depois se acalmando. Vocês não conhecem o seu lugar, mas ainda batalham entre si no esterco. O que podem ganhar com tal luta? Se vocês realmente tivessem um coração de temor a Mim, como poderiam competir uns com os outros pelas Minhas costas? Não importa quão elevado seja seu status, você não é ainda um pequeno verme fétido no esterco? Você será capaz de criar asas e se transformar em uma pomba no céu?(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Quando as folhas que caem retornarem às suas raízes, você lamentará todo o mal que fez”). Cada uma das palavras de julgamento de Deus penetrou meu coração e, especialmente quando li a palavra de Deus dizendo “ter inveja de pessoas que têm talento”, “arbitrários” e “maliciosos e insidiosos no coração”, eu realmente senti como se Deus estivesse diante de mim, expondo-me. Eu tinha visto que Zachary tinha uma mente aguçada e que aprendia rápido e temi que ele me superasse e tomasse meu lugar depois de aprender todas essas habilidades. Para proteger meu status, não apenas me recusei a ensiná-lo, mas também o sufoquei deliberadamente, impedindo-o de aprender, e tentei persuadir Jonathan a excluí-lo e isolá-lo também, tudo para que ele achasse que o dever era muito difícil e quisesse ir embora. Eu tinha tratado meu irmão como um inimigo para proteger minha reputação e status. Ao ver que minha exclusão fez com que meu irmão ficasse negativo a ponto de não querer mais aprender, eu não só não refleti sobre mim mesmo, como também me senti feliz. Até torci para que ele fosse embora logo. Jonathan apontou meu problema para mim, mas como eu era muito intransigente e dava muita importância ao meu status, nunca refleti verdadeiramente sobre mim mesmo. Por isso, Zachary continuou incapaz de fazer vídeos sozinho e foi reatribuído para outro dever. Eu era realmente egoísta, desprezível e malicioso!

Mais tarde, li a palavra de Deus que diz: “Os anticristos tomam tudo da casa de Deus e a propriedade da igreja para si e os tratam como propriedade pessoal, tudo tem de estar posto sob seu controle, e não permitem que ninguém mais intervenha nisso. As únicas coisas em que pensam quando fazem o trabalho da igreja são os próprios interesses, seu status e seu orgulho. Não permitem que ninguém prejudique seus interesses, muito menos permitem que qualquer um que tenha calibre ou qualquer um que seja capaz de falar de seu testemunho experiencial ameace sua reputação e status. […] Quando alguém se apresenta e faz um pouco de trabalho, ou quando alguém é capaz de falar de testemunho experiencial verdadeiro e o povo escolhido de Deus recebe benefícios, edificação e apoio por meio dele, e isso resulta em grandes elogios de todos, inveja e ódio crescem no coração dos anticristos, e eles excluem e oprimem essa pessoa. E sob circunstância nenhuma, eles permitem que tais pessoas façam qualquer trabalho, a fim de impedi-las de ameaçar seu status. […] Os anticristos pensam: ‘De forma alguma aturarei isso. Você quer ter um papel em meu domínio, quer competir comigo. Isso é impossível; nem pense nisso. Você é mais educado do que eu, mais articulado do que eu, mais popular do que eu, e você busca a verdade com mais diligência do que eu. Se eu fosse cooperar com você e você roubasse os meus holofotes, o que eu faria?’. Eles consideram os interesses da casa de Deus? Não(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item oito: Eles fazem os outros se submeterem apenas a eles, não à verdade nem a Deus (parte 1)”). A palavra de Deus expõe que, a fim de ganhar status e fazer com que os outros os admirem, os anticristos usam todos os meios à sua disposição para oprimir e excluir qualquer pessoa capaz de ameaçar seu status, e que eles não têm consideração alguma pelo trabalho da igreja. Vi que minhas ações eram as ações de um anticristo e que eu estava desempenhando meu dever só para ganhar a admiração dos outros. Eu tinha medo de que Zachary me superasse e tomasse meu lugar depois de aprender algumas habilidades, por isso não o ensinei, e o julguei e isolei pelas costas. Eu via esse trabalho na igreja como minha própria empresa. Eu queria fazer o que bem entendesse, agir de forma arbitrária, e usar todos os meios que tinha à minha disposição para atacar e excluir qualquer pessoa que pudesse constituir uma ameaça ao meu status. Eu não estava considerando os interesses da igreja de forma alguma. Meu desejo por status realmente me subiu à cabeça e eu perdi todo o senso de razão! Agora é um momento crucial para espalhar o evangelho do reino. Precisamos fazer mais vídeos para dar testemunho da aparição e da obra de Deus. Se eu tivesse ensinado ao Zachary tudo o que sabia, ele teria sido capaz de trazer à tona seus talentos e, se tivéssemos conseguido trabalhar juntos em harmonia, a velocidade de nossa criação de vídeos teria aumentado, e teríamos sido capazes de contribuir com nossos humildes esforços para espalhar o evangelho do reino, cumprindo assim nossas responsabilidades e deveres. Mas eu só pensava em como outro parceiro representaria uma ameaça ao meu status. Eu só me preocupava com minha reputação e status, e não considerei a intenção de Deus nem considerei como o trabalho da igreja seria afetado, tampouco considerei os sentimentos do meu irmão. Preferia atrasar o dever a permitir que meu status fosse afetado. Eu era realmente egoísta e carente de humanidade! Eu estava disposto a fazer o que fosse necessário em prol da minha reputação e status, mesmo à custa de sacrificar os interesses da igreja. Eu estava trilhando a senda de um anticristo!

Um dia, durante meu devocional espiritual, li mais da palavra de Deus: “Não há nada que Deus deteste mais do que quando as pessoas buscam status, porque a busca de status é um caráter de Satanás, é uma senda errada, ela nasce da corrupção de Satanás, é algo condenado por Deus e é exatamente isso que Deus julgará e purificará. Não há nada que Deus deteste mais do que quando as pessoas buscam status, e, no entanto, você ainda compete teimosamente por status, você o preza e protege infalivelmente, tentando sempre tomá-lo para si mesmo. Não existe um pouco da qualidade de ser antagonista a Deus em tudo isso? Deus não ordenou status para as pessoas; Deus provê, para as pessoas, a verdade, o caminho e a vida para que, por fim, elas se tornem um ser criado que esteja de acordo com o padrão, um ser criado pequeno e insignificante — não alguém que tem status e prestígio e é reverenciado por milhares de pessoas. E então, não importa sob qual perspectiva isso seja visto, a busca de status é uma estrada para a ruína. Não importa quão razoável seja sua desculpa para buscar status, essa senda continua sendo errada e não é aprovada por Deus. Não importa quanto você tente ou quão grande seja o preço que você pague, se você desejar status, Deus não lhe dará; se Deus não lhe der, você falhará ao lutar para obtê-lo, e se você continuar lutando, haverá apenas um desfecho: você será revelado e eliminado, estará numa estrada para a ruína(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 3”). Ao ler as palavras severas de Deus, percebi que o caráter justo de Deus não tolera ofensa, e quando pensei no que eu tinha feito, fiquei com muito medo. Deus odiava e detestava minha busca por status, e isso era uma senda que levava à morte certa! Sem que a igreja me desse a chance de praticar a criação de vídeos e a orientação de Deus, como eu teria aprendido todas essas habilidades? A igreja tinha arranjado para que eu ensinasse Zachary e eu deveria ter lhe ensinado tudo o que sabia e cooperado com ele para desempenhar bem o dever. Somente isso teria concordado com a intenção de Deus. Deus esperava que eu fosse capaz de buscar a verdade no decorrer do meu dever, que eu fosse capaz de me livrar de meus caracteres corruptos, e que eu fosse capaz de cumprir o dever que deveria cumprir para satisfazer a Deus. Somente essa era a senda correta e o que eu deveria ter buscado em minha fé em Deus. Mas, em minha fé, eu não estava buscando a verdade. Em vez disso, eu estava confiando em venenos satânicos como “pode existir apenas um macho alfa” e “uma vez que o mestre ensinar ao aluno tudo o que sabe, o mestre perderá o seu sustento” para viver minha vida. Eu via as habilidades que possuía como minha propriedade particular e não estava disposto a ensiná-las aos outros irmãos por temer que eles me superassem e que, consequentemente, eu perdesse meu status e a admiração dos outros. Eu excluía e sufocava os outros para estabilizar meu status. Eu realmente não tinha consciência e razão! Pensei em todos os anticristos que tinham sido expulsos da igreja. Todos eles queriam o poder exclusivo dentro da igreja e, para proteger seu status, estavam dispostos a atacar e excluir qualquer pessoa que eles considerassem uma ameaça ao seu status. Não importava o quanto eles prejudicassem os outros ou o quanto o trabalho da igreja fosse perturbado e prejudicado, eles não se importavam nem um pouco. No final, por causa de todos os males que cometeram, Deus os eliminou. Vi que o caráter que minhas ações estavam revelando não era diferente do caráter de um anticristo; era egoísta e malicioso, e odiado e detestado por Deus. Esse pensamento me deixou bastante assustado, e me vi cheio de culpa e remorso. Eu me prostrei diante de Deus e orei: “Oh, Deus, eu errei; fui cegado pelo status, perdi toda a razão e prejudiquei meu irmão. Deus, eu não devia ter feito isso e estou disposto a me arrepender. Se eu fizer isso de novo, por favor, disciplina-me”.

Mais tarde, os líderes arranjaram para que mais dois irmãos viessem cooperar comigo. Eles me pediram que os ensinasse e disseram que isso faria com que o trabalho de vídeo progredisse mais rápido e que me ajudaria, permitindo que eu compartilhasse com eles parte da minha carga de trabalho. Ao ouvir isso, pensei comigo mesmo: “Então eles estão arranjando para que duas pessoas venham e aprendam ao mesmo tempo; se eu lhes ensinar tudo o que sei, será que em pouco tempo eles vão me superar?”. Fiquei um pouco preocupado e sem vontade, mas, para salvar minha reputação, a única alternativa era concordar em ensinar os dois irmãos. Mas enquanto os ensinava de fato, eu ainda não estava disposto a compartilhar os pontos mais importantes e os aspectos essenciais que eu havia conseguido dominar. Eu continuava querendo reter as coisas e ensinar a eles só as técnicas básicas. Mas quando pensei em fazer isso dessa forma, eu me senti muito desconfortável, e senti que o que eu estava fazendo era egoísta, desprezível e sem humanidade. Mais tarde, li a palavra de Deus: “Os não crentes têm um tipo de caráter corrupto. Quando ensinam uma área específica de conhecimento profissional ou uma habilidade a outras pessoas, eles pensam: ‘“Uma vez que o mestre ensinar ao aluno tudo o que sabe, o mestre perderá o seu sustento”. Se eu ensinar tudo que sei aos outros, então, ninguém mais me terá em alta estima nem me obedecerá, e eu perderei meu status como professor. Assim não dá. Não posso ensinar-lhes tudo que sei, devo esconder algumas das coisas mais cruciais na manga, assim as pessoas me respeitarão e estimarão, e eu posso mostrar que sou superior aos outros’. Que tipo de caráter é esse? É enganação. Ao ensinar os outros ou ao compartilhar com eles algo que vocês aprenderam, que atitude vocês deveriam assumir? (Não deveríamos poupar esforços nem reter nada.) Como você não retém nada? Se você diz ‘Não retenho nada quando se trata das coisas que aprendi e não tenho problemas em contar a todos vocês sobre elas. De qualquer forma, tenho um calibre melhor do que o de vocês e consigo compreender coisas mais avançadas’ — isso ainda é reter algo e é um tanto calculista. Ou, se você diz ‘Ensinarei a vocês todas as coisas básicas que aprendi, não é nada de mais. Ainda tenho coisas mais avançadas em meu repertório e, mesmo que vocês aprendam tudo isso, ainda não serão tão avançados como eu’ — isso ainda é reter algo. Se uma pessoa é egoísta demais, ela o será sem a bênção de Deus. As pessoas devem aprender a ter consideração pelas intenções de Deus. Você deve contribuir com as coisas mais importantes e essenciais que captou para a casa de Deus, para que o povo escolhido de Deus possa aprendê-las e dominá-las — isso é abençoado por Deus e então Ele concederá ainda mais coisas a você. É isso que o ditado significa: ‘Coisa mais bem-aventurada é dar do que receber’. Se você usar todos os seus dons e pontos fortes em seu dever e cumprir seu dever para que todos se beneficiem disso, isso é vantajoso para o trabalho da igreja, e Deus aprovará. Se você retiver seus dons e pontos fortes, usando apenas um pouco deles e achando que está indo muito bem, isso não funcionará; desempenhar seu dever dessa maneira não pode alcançar bons resultados. Você deve comunicar o quanto você entende e percebe bem, só então todos poderão se beneficiar e melhores resultados poderão ser alcançados. Suponha que você fale apenas de forma geral e não explique os detalhes, mantendo as coisas importantes escondidas em seu coração, e ainda pense consigo: ‘De qualquer forma, eu lhe disse. Se você não captou, é porque seu calibre é baixo, não é culpa minha’. Tal intenção contém engano, não? Não é egoísta e desprezível? Por que você não pode ensinar aos outros tudo o que está em seu coração e tudo o que você entende, em vez de reter algo? Esse é um problema com suas intenções e seu caráter. Quando a maioria das pessoas tem o primeiro contato com algum aspecto específico de conhecimento profissional, elas só conseguem entender seu significado literal; é preciso um período de prática até que os pontos importantes e a essência possam ser captados. Se já dominou essas coisas, você deveria dizer a elas diretamente; não deixe que elas deem tantas voltas e passem tanto tempo tateando. Essa é a sua responsabilidade; é o que você deveria fazer. Você deve lhes dizer o que acredita serem os pontos importantes e a essência — somente então você não estará retendo nada nem abrigando motivos egoístas. Quando vocês ensinam habilidades aos outros e se comunicam com eles sobre uma certa profissão ou lhes comunicam a entrada na vida, se não conseguirem resolver os caracteres corruptos de egoísmo e desprezibilidade, não conseguirão desempenhar bem seus deveres, caso em que vocês não são pessoas que possuem humanidade nem consciência e razão ou que praticam a verdade. Você deve buscar a verdade para resolver seus caracteres corruptos e alcançar o ponto em que esteja desprovido de motivos egoístas e considere apenas as intenções de Deus. Dessa forma, você terá a verdade realidade. É cansativo demais se você não busca a verdade e vive segundo caracteres satânicos como os não crentes. No mundo não crente, a concorrência é particularmente acirrada em todos os setores. Uma vez que as pessoas aprendem alguma habilidade técnica ou profissional ou dominam alguma habilidade, elas são extremamente reservadas quanto a isso e não ensinarão isso a ninguém, temendo que, uma vez que o façam, perderão seu sustento. A fim de proteger seu sustento, elas também precisam estar sempre vigilantes contra pessoas que roubem suas habilidades. Mesmo que ensinem a um aprendiz, elas têm que reter algo; elas não transmitem as técnicas mais cruciais a pessoas de fora, mas apenas a seus próprios filhos e descendentes. As pessoas consideram todos os tipos de técnicas e habilidades como seu sustento, como seu capital, como a própria raiz de sua sobrevivência, as quais nunca devem ser contadas aos outros. Mas você crê em Deus — se você ainda pensa e age dessa forma na casa de Deus, não há nada que o distinga de um não crente. Se não aceita a verdade de forma alguma e continua a viver de acordo com as filosofias de Satanás, você não é alguém que realmente crê em Deus. Se sempre tem motivos egoístas e é calculista ao desempenhar seu dever, você não receberá a bênção de Deus(A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). Depois de ler a palavra de Deus, percebi que a filosofia satânica de “uma vez que o mestre ensinar ao aluno tudo o que sabe, o mestre perderá o seu sustento” é uma regra pela qual os não crentes vivem, e que é uma forma egoísta e desprezível de agir. Quando os irmãos desempenham um dever juntos, eles contam com os pontos fortes uns dos outros para compensar as próprias fraquezas, e cooperam para desempenhar bem um dever. Como uma pessoa que crê em Deus, eu deveria me comportar e agir de acordo com a palavra de Deus. Não podia confiar no meu caráter corrupto para fazer o que eu quisesse. Eu tinha de permitir que os irmãos estudassem adequadamente, ensinar-lhes as técnicas e os fundamentos da criação de vídeos e não esconder nada. Eu tinha de evitar que eles se desviassem em seu aprendizado para que pudessem começar a produzir vídeos o quanto antes. Essas eram as responsabilidades e os deveres que eu deveria cumprir. Essa era a intenção de Deus. Percebendo essas coisas, quando chegou a hora de ensinar os irmãos novamente, ensinei-lhes todos os pontos-chave e os aspectos essenciais que eu havia dominado. Depois de um tempo, eles começaram a fazer algum progresso na produção de vídeos. Como havia mais duas pessoas para ajudar, a eficiência de nosso dever também aumentou. Além disso, no processo de ensinar os irmãos, minhas próprias habilidades foram consolidadas e fortalecidas. Experienciei que só largando minha intenção egoísta e desprezível, praticando a verdade, pensando em como desempenhar bem meu dever, e considerando como praticar de modo a beneficiar o trabalho da igreja e como agir de modo a ajudar meus irmãos, é que eu tinha uma sensação de tranquilidade e paz.

Olhando para trás, percebo que estava vivendo de acordo com os venenos satânicos e que era egoísta e malicioso. Minhas ações e minha conduta não beneficiavam os irmãos nem o trabalho da igreja, pelo contrário, eram perturbadoras e destrutivas, e estavam realmente ferindo o coração de Deus. Foi a palavra de Deus que me permitiu ganhar algum entendimento do quanto eu era malicioso e egoísta, e entender o que é a humanidade normal, o que as pessoas que creem em Deus devem buscar, como devem se comportar, e, ao mesmo tempo, me deu um entendimento real do caráter justo de Deus. Enquanto eu era intransigente, rebelde e vivia em meu caráter corrupto, Deus escondeu Seu rosto de mim, mas quando me arrependi, confessei a Deus e pratiquei de acordo com Sua palavra, Ele começou a operar em mim de novo e usou Sua palavra para me esclarecer e iluminar para que eu me conhecesse. Passei a perceber como a salvação de Deus é real e prática!

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