2. Lições aprendidas com um fracasso doloroso
Em 2014, comecei a desempenhar dever de atuação na igreja. Além de atuar e aprimorar minhas habilidades, o resto do meu tempo era meu para arranjar como eu quisesse, então a minha vida era relativamente livre e confortável. Como eu amava atuar e estava disposta a me esforçar nas atuações, minhas habilidades melhoraram significativamente depois que atuei em dois filmes, então a líder me pediu para treinar no dever de direção. Fiquei bastante relutante na época, pensando: “Um diretor tem tantas responsabilidades. Você tem que se envolver em tudo o que a equipe faz, e tem que revisar as filmagens depois da gravação. É mental e fisicamente exaustivo. Se eu trabalhar tanto assim todos os dias, vou acabar completamente esgotada e abatida!”. Mas a ideia de que recusar um dever não estaria de acordo com as intenções de Deus me fez aceitar com relutância. As irmãs ficaram todas felizes por mim quando souberam que eu tinha sido promovida para desempenhar dever de direção, mas eu pensei: “Este é claramente um trabalho exaustivo. Eu não busco assumir uma grande comissão, porque quanto mais pesado o fardo, mais cansativo é para a carne. Só quero ser uma atriz comum. Contanto que não fique ociosa, está bom”.
Quando fui encarregada de dirigir meu primeiro filme, a coordenadora arranjou um cronograma cheio todos os dias. Depois de cada filmagem, ainda tínhamos que discutir a atuação, as tomadas ou questões de cenário para a próxima cena. Enquanto filmávamos, eu sentava na frente do monitor e não ousava desviar minha atenção nem por um segundo. Se eu perdesse o foco, não conseguiria julgar se a atuação estava precisa e teria que assistir à reprodução ou refilmar. Às vezes, depois que a filmagem terminava no set e os outros membros da equipe tinham ido embora, eu ainda tinha que ficar para lidar com outras tarefas. Além disso, esse filme tinha muitos protagonistas e antagonistas, e eu tinha que passar as cenas com os atores, ensaiar com eles e instruí-los, supervisionando tudo. Para cada cena, eu tinha que me aprofundar nos personagens com antecedência e entendê-los completamente para poder julgar se as atuações dos atores eram fiéis aos seus personagens. Isso valia especialmente para cenas emocionais: quando um ator não conseguia entrar no personagem, eu tinha que encontrar maneiras de colocá-lo no estado emocional certo. Eu simplesmente sentia que ser diretora era tão desgastante mentalmente! Como atriz, tudo o que eu tinha que fazer era representar bem o meu papel e só. Esse dever era muito mais relaxante. Do fundo do meu coração, eu odiava o dever de direção. Depois disso, comecei a ser perfunctória em meu dever. Durante a filmagem, quando via atores lutando para alcançar o efeito desejado, em vez de pensar em como instruí-los para melhorar sua atuação, eu apenas aprovava a tomada apressadamente. Como resultado, quando a líder revisou os clipes do filme, ela achou que as atuações não estavam de acordo com o padrão, e tivemos que refilmar. Outra vez, a irmã com quem eu estava cooperando me pediu para adicionar alguns movimentos físicos à atuação dos atores durante os ensaios. Achei que daria muito trabalho, então não fiz isso. Consequentemente, a atuação deixou a desejar, e logo antes de começar a filmagem, ela teve que instruir os atores na hora para colocar as ações, o que atrasou a filmagem. Nesse momento, senti-me péssima por dentro, sabendo que não tinha cumprido a minha responsabilidade. Mas depois, sempre que chegava a hora de realmente fazer o trabalho, eu ainda sentia que desempenhar esse dever era cansativo e trabalhoso demais. Dois meses passaram voando, e os atores estavam constantemente tendo problemas com suas atuações. A coordenadora me lembrou várias vezes de passar as cenas com eles com mais detalhes, mas não só não ouvi, como me senti resistente, pensando: “Ser mais detalhista seria um incômodo tão grande! Quanto tempo os ensaios acabariam levando?”. Eu até tentava argumentar, dizendo: “Quando eu era atriz, ninguém me instruía com tanto detalhe. Atuar não é responsabilidade do próprio ator?”. Quando chegava a hora de ensaiar, eu ainda dava aos atores apenas um esboço geral sem nenhum detalhe, o que levava a refilmagens frequentes e atrasava o cronograma de produção.
Depois de algum tempo, o irmão Elias foi designado para cooperar comigo no dever de direção. A coordenadora me disse: “Parece que você está com dificuldade para desempenhar o dever de direção sozinha. De agora em diante, você será a principal responsável por passar as cenas com os atores, e o irmão Elias supervisionará as coisas no monitor”. Na verdade, fiquei bem feliz em ouvir isso. Pensei: “Ótimo! Não preciso mais assistir ao monitor e supervisionar as coisas. Dessa forma, meu tempo será mais flexível, e não ficarei tão cansada”. Depois disso, assim que terminava de ensaiar com os atores, eu saía e ia cuidar dos meus assuntos pessoais. Eu não me importava com seu desempenho, e, como resultado, sempre havia problemas em suas atuações durante a filmagem em si. A coordenadora me disse para examinar minha atitude em relação ao meu dever, mas pensei comigo mesma: “O que há para eu examinar se os atores não estão atuando bem? Estou sendo culpada disso agora?”. Quanto mais eu pensava nisso, mais sentia que esse dever era uma tarefa ingrata. Durante aqueles dias, vários atores que eu estava instruindo continuavam tendo problemas durante a filmagem. A coordenadora me lembrou mais uma vez de refletir sobre a minha atitude em relação ao dever, e só então comecei a refletir. Olhando para trás, embora a minha carne tivesse ficado confortável naqueles últimos dias, senti uma estranha sensação de inquietação no coração, então orei a Deus e refleti sobre mim mesma, e recordei uma parte das palavras de Deus: “‘Você gosta de ser matreiro e negligente, não gosta? Gosta de ser preguiçoso e se entregar ao conforto, não é? Pois bem, entregue-se ao conforto para sempre!’ Deus dará essa graça e essa oportunidade a outra pessoa”. Então procurei essa passagem inteira para ler. Deus Todo-Poderoso diz: “Se você desempenhar seu dever de forma perfunctória e abordá-lo com uma atitude irreverente, qual será o resultado? Você não fará um bom trabalho até num dever que você é capaz de desempenhar bem — seu desempenho não estará de acordo com o padrão, e Deus ficará muito insatisfeito com a atitude que você tem em relação ao seu dever. Se você puder orar a Deus, buscar a verdade e investir todo o coração e toda a mente nisso, se você puder cooperar desse jeito, Deus preparará tudo para você de antemão, de modo que tudo se encaixe e você gere bons resultados quando lidar com as questões. Você não precisará exercer muita energia; quando você faz o seu máximo para cooperar, Deus arranja tudo para você. Se você for escorregadio e negligente, se não desempenhar adequadamente seu dever e sempre seguir a senda errada, Deus não vai operar em você; você perderá essa oportunidade, e Deus dirá: ‘Não há como usá-lo. Vá e saia do caminho. Você gosta de ser matreiro e negligente, não gosta? Gosta de ser preguiçoso e se entregar ao conforto, não é? Pois bem, entregue-se ao conforto para sempre!’. Deus dará essa graça e essa oportunidade a outra pessoa. O que vocês acham: isso é perda ou ganho? (Perda.) É uma perda enorme!” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). Depois de ler, entendi que a atitude de uma pessoa em relação ao seu dever é crucial. Se as pessoas conseguirem desempenhar seu dever de todo o coração e mente, Deus as esclarecerá e orientará, e elas alcançarão bons resultados. Mas se a sua atitude for leviana ou perfunctória, então um dever que poderia ter sido bem-feito com um pouco de esforço será malfeito. Eu vi claramente que as atuações dos atores não estavam à altura, mas, para me poupar trabalho, eu não os instruía com paciência e apenas aprovava as tomadas às pressas, o que resultava na necessidade de refilmar quando as atuações não eram aprovadas. Eu dava aos atores apenas um esboço geral, sem nenhum detalhe, ao ensaiar, o que levava vários deles a ter problemas com suas atuações no set, causando refilmagens constantes e atrasando o cronograma. Tudo isso foi causado por eu ser perfunctória e cortar caminho no dever. A coordenadora me lembrou várias vezes de refletir sobre a minha atitude em relação ao dever, mas eu apenas retruquei e dei desculpas. Eu era sempre perfunctória no dever, o que causava problemas constantemente, então a coordenadora parou de me deixar supervisionar as coisas no monitor. Mas não só não refleti sobre mim, como fiquei feliz porque a minha carne poderia ficar mais tranquila. Eu tinha ficado completamente entorpecida! A igreja tinha me cultivado como atriz, dando-me muitas oportunidades de treinar. Com o esclarecimento e a orientação do Espírito Santo, eu também tinha acumulado alguma experiência de atuação. Agora, enquanto a igreja me cultivava para ser diretora e precisava que eu aplicasse no meu dever o que tinha aprendido, eu resistia, reclamava e era perfunctória só porque precisava dedicar algum tempo e esforço e a minha carne teria que sofrer. Faltava-me tanta humanidade; eu era verdadeiramente detestável para Deus! Especialmente depois de ler estas palavras de Deus: “Você gosta de ser matreiro e negligente, não gosta?” “Deus dará essa graça e essa oportunidade a outra pessoa”. Percebi que a razão pela qual não me pediam mais para supervisionar as coisas no monitor era que eu estava cortando caminho e sendo irresponsável no dever. Eu não era mais digna de confiança, então a oportunidade de fazer essa parte do dever foi dada a outra pessoa. Eu já estava à beira de um precipício perigoso; se não me arrependesse, poderia perder até mesmo a chance de passar as cenas com os atores. Então, depois disso, comecei a levar a sério os ensaios com eles. Sempre que via que a atuação de um ator estava deixando a desejar, eu apontava isso prontamente e o instruía com paciência. E também encontrava alguns vídeos de referência para analisar com eles. No final, a gravação desse filme foi concluída sem problemas.
Achei que eu tinha mudado um pouco, mas nunca imaginei que ia recair nos hábitos antigos durante a gravação do filme seguinte. Nessa época, eu ainda era responsável por instruir os atores. A atriz principal do filme era a irmã Isabel. Ela havia acabado de começar a treinar atuação e tinha muitas deficiências no desempenho, o que significava que a energia mental que eu tinha que despender e o preço que eu tinha que pagar eram maiores do que antes. No começo das filmagens, ainda consegui trabalhar com seriedade. Eu apontava prontamente onde as atuações dos atores deixavam a desejar e, às vezes, também fazia demonstrações para eles eu mesma. Mas com o passar do tempo, ter que instruir os atores para cada cena começou a parecer mentalmente desgastante. Além disso, o irmão com quem eu estava cooperando, o irmão Vincent, era bastante proativo no dever e muito consciencioso ao instruir os atores, então o meu senso de fardo diminuiu aos poucos. Parei de me preocupar com outras tarefas também. Algumas vezes, notei que a irmã Isabel não tinha uma compreensão boa de sua personagem. Inicialmente, planejei arranjar um tempo à noite para conversar com ela, mas então pensei em quão cansada eu já ficava depois de um dia longo de passar cenas. Se a instruísse à noite, eu definitivamente não teria energia para a filmagem do dia seguinte. Então, apenas pensei: “Deixe para lá; simplesmente não vou instruí-la”. Como resultado, durante a gravação, no dia seguinte, houve problemas com sua atuação, o que atrasou nosso progresso. Arrependi-me profundamente de não ter cumprido a minha responsabilidade, mas depois, sempre que um preço tinha que ser pago, eu ainda tinha consideração pela minha carne e não conseguia praticar a verdade. Aos poucos, achei cada vez mais difícil instruir os atores, a ponto de não conseguir mais nem ver os problemas em suas atuações. Devido a problemas de atuação, frequentemente tínhamos que fazer refilmagens. Isso, combinado com vários outros fatores, significava que o filme simplesmente não conseguia ser finalizado, e, no final, a equipe de filmagem foi dissolvida. Na noite em que isso ocorreu, revirei-me na cama, incapaz de dormir. Olhando para trás, desde que me pediram para desempenhar o dever de direção, eu nunca me submeti verdadeiramente. Nunca gostei do dever por ser cansativo demais. Perguntei a mim mesma honestamente: “Será que acredito em Deus apenas para me entregar a confortos carnais? Isso não é ser rebelde para com Ele?”. Durante uma reunião, a líder me podou, dizendo: “A casa de Deus cultivou você para ser diretora, mas nunca pensei que você seria tão irresponsável. Você é realmente indigna de confiança!”. Durante aquele tempo, meu coração sempre se sentia vazio. No momento em que pensava em não ter mais chance de compensar, lágrimas de dor escorriam involuntariamente pelo meu rosto. Eu estava frequentemente angustiada por não ter cumprido meu dever e pelas transgressões que havia cometido. Sentia-me tão em dívida com Deus que tinha até vergonha de orar a Ele, sempre sentindo que Ele estava enojado comigo e me detestava, que tinha escondido Sua face de mim e estava me ignorando. Era como se eu tivesse sido posta de lado por Deus, e meu espírito estava em trevas e dor. Mais tarde, arranjaram para eu pregar o evangelho. Embora eu ainda estivesse desempenhando um dever, esse assunto permanecia um nó não resolvido em meu coração. Orei e busquei muitas vezes depois disso: “Deus, onde exatamente eu falhei? Por favor, esclarece-me e orienta-me para eu me conhecer”.
Um dia, quando li as palavras de Deus expondo e caracterizando pessoas preguiçosas, senti meu coração ser profundamente trespassado. Deus Todo-Poderoso diz: “As pessoas preguiçosas não podem fazer nada. Resumindo em duas palavras, elas são pessoas inúteis; elas têm uma deficiência de segunda classe. Por melhor que seja o calibre das pessoas preguiçosas, não é nada mais do que enfeite de vitrine; muito embora tenham bom calibre, isso não adianta. Elas são preguiçosas demais — elas sabem o que devem fazer, mas não fazem, e mesmo que saibam que algo é um problema, não buscam a verdade para resolvê-lo, e embora saibam quais dificuldades devem suportar para que o trabalho seja eficaz, não estão dispostas a suportar essas dificuldades que valem a pena — assim, não conseguem ganhar nenhuma verdade e não conseguem fazer nenhum trabalho real. Não desejam suportar as dificuldades que as pessoas devem suportar; só sabem se refestelar no conforto, apreciar momentos de alegria e lazer e apreciar uma vida livre e relaxada. Elas não são inúteis? As pessoas que não conseguem suportar dificuldade não merecem viver. Aquelas que sempre desejam levar a vida de um parasita são pessoas sem consciência e razão; são animais, e tais pessoas são inaptas até para labutar. Visto que não conseguem suportar dificuldade, mesmo quando de fato labutam, não são capazes de fazer isso direito, e, se desejam ganhar a verdade, a esperança de isso acontecer é ainda menor. Alguém que não consegue sofrer e não ama a verdade é uma pessoa inútil, não é qualificada nem para labutar. É um animal sem um pingo de humanidade. Tais pessoas devem ser eliminadas; só isso está de acordo com as intenções de Deus” (A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros, “As responsabilidades dos líderes e dos obreiros (8)”). Ponderando sobre elas, cena após cena do meu tempo desempenhando o dever de direção me vieram à mente. A casa de Deus fez o arranjo para que eu fosse diretora para instruir os atores em suas atuações. Eu tinha visto claramente que a atuação da atriz principal tinha deficiências, mas para me poupar de ficar cansada demais, não a instruí, falhando em cumprir até mesmo minha responsabilidade mais básica. Vendo o irmão Vincent sendo tão proativo, tirei vantagem da situação e lavei as mãos do meu trabalho. No papel, eu também era diretora, mas, na realidade, o irmão Vincent era o único dirigindo. Isso levou muitos aspectos do trabalho a não serem feitos adequadamente, e, no final, o filme não pôde ser finalizado, e a equipe inteira foi dissolvida. O preço que os irmãos e irmãs pagaram ao longo de vários meses e tudo o que a casa de Deus gastou foi em vão. Eu mantinha o título de diretora, mas não fazia trabalho real e falhei em cumprir a minha função devida. Eu não era apenas uma figura decorativa, completamente inútil? Eu era preguiçosa e indiferente, e era sempre perfunctória no dever. Deus havia suscitado pessoas, eventos e coisas para me lembrar muitas vezes, mas nunca me arrependi verdadeiramente. No final, perdi a obra do Espírito Santo; eu não conseguia identificar problemas em meu dever, e meu espírito se sentia excepcionalmente sombrio e dolorido. Eu sempre vivi de acordo com ideias satânicas como “cada um por si e o demônio pega quem fica por último” e “a vida é curta; desfrute dela enquanto pode”. Acreditava que, nas poucas décadas de vida de uma pessoa, não se deve se desgastar tanto; basta apenas viver livre e confortavelmente todos os dias. Sob o controle desse tipo de pensamento, fiquei preguiçosa e parei de buscar progresso. Lembro-me de que na escola, enquanto os outros estudavam muito para ser o número um, eu achava estudar cansativo demais e larguei os estudos cedo. Depois de me casar, não invejava quem comprava carros e casas, porque não queria me tornar escrava de uma hipoteca ou de um financiamento de carro e me colocar sob tanta pressão. Depois de passar a acreditar em Deus e desempenhar meu dever na casa de Deus, não queria assumir trabalhos importantes. Eu me contentava em apenas desempenhar um dever, pensando que seria suficiente apenas fazer as coisas de qualquer jeito e obter um desfecho de não perecer quando a obra de Deus terminasse. A igreja me cultivou para ser diretora, esperando que eu pudesse usar minhas habilidades para cumprir meu dever, mas eu achava o dever cansativo demais e, no fundo do meu coração, resistia a ele. Embora eu o tivesse aceitado, vivia fazendo tudo de qualquer jeito e sendo perfunctória. Pensei em uma frase da Bíblia: “Porque se deliberadamente continuarmos no pecado, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados” (Hebreus 10:26). Eu sabia muito bem que ser perfunctória e cortar caminho no dever não estava de acordo com as intenções de Deus, mas ainda assim fiz isso em prol de conforto carnal, atrasando o trabalho de filmes. Isso não era resistir a Deus? Vivendo de acordo com pontos de vista satânicos, eu me entregava ao conforto e era irresponsável no dever, deixando para trás uma transgressão após a outra. Deus diz: “As transgressões levarão o homem para o inferno” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus). Vivendo de acordo com venenos satânicos, eu estava trilhando a senda da perdição e da destruição. Como diretora, eu deveria estar dando o exemplo para a equipe, mas não trilhei a senda correta. Só pensava no meu conforto carnal e em evitar trabalho árduo, e fui perfunctória e cortei caminho no dever. Como resultado, os irmãos e irmãs gastaram meses de seu tempo sem nada para mostrar, e a equipe inteira chegou ao ponto de ser dissolvida. Eu não conseguia arcar com a responsabilidade que uma pessoa deve cumprir. Eu era apenas uma inútil e merecia ser eliminada! Também percebi que Deus me pôr de lado foi Seu julgamento silencioso sobre mim. Foi o caráter justo de Deus vindo sobre mim, e foi o amor e a salvação de Deus para mim. Caso contrário, eu não teria refletido sobre as perspectivas errôneas por trás da minha busca. Pensei nas palavras de Deus: “Pelo bem da humanidade, Ele viaja e Se apressa; Ele silenciosamente emana cada partícula de Sua vida; Ele dedica cada minuto e cada segundo de Sua vida…” (A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único II”). Enquanto eu ponderava cuidadosamente sobre essa frase, “Pelo bem da humanidade, Ele viaja e Se apressa”, meu coração ficou comovido e cheio de autorreprovação. Para salvar a humanidade, Deus veio do céu à terra duas vezes na carne, suportando imensa humilhação. Na primeira vez, Ele foi crucificado e deu Sua vida para redimir a humanidade. Nos últimos dias, Deus Se tornou carne novamente, expressando tantas verdades para nos regar e suprir. Tudo o que Deus faz é para salvar as pessoas e é tudo amor por elas. Mas o que eu dei a Deus em troca? Nada além de rebeldia e resistência. A casa de Deus ainda estava me dando a chance de desempenhar um dever. Isso era misericórdia de Deus e uma chance para eu me arrepender. Se o meu velho caráter não mudasse, então, quando a obra de Deus terminasse, eu certamente seria um objeto de destruição.
Durante esse tempo, cantei vez após vez “A submissão de Noé a Deus ganhou Sua aprovação”:
1 Entre todos os homens, Noé era a figura que temia a Deus, submetia-se a Deus e completou a comissão de Deus e que é a mais digna de ser imitada; Noé foi aprovado por Deus e deve ser um exemplo para aqueles que seguem a Deus hoje. E o que era o mais precioso nele? Ele só tinha uma atitude em relação às palavras de Deus: ouvir e aceitar, aceitar e se submeter, e se submeter até a morte. Foi essa atitude, a mais preciosa de todas, que lhe fez ganhar a aprovação de Deus. Quando se tratava das palavras de Deus, ele não era perfunctório, não agia sem se envolver, e não escrutinava, analisava, resistia ou as rejeitava em sua cabeça para então relegá-las ao fundo de sua mente; em vez disso, ele ouvia com atenção, as aceitava pouco a pouco em seu coração e então ponderava sobre como colocá-las em prática, como implementá-las, como praticá-las de acordo com a intenção original, sem nenhum desvio.
2 E quando ponderava sobre as palavras de Deus, ele dizia privadamente, a si mesmo: “Essas são as palavras de Deus, são as instruções de Deus, a comissão de Deus, são minha obrigação, devo me submeter, não posso omitir nenhum detalhe, não posso contrariar nenhum dos desejos de Deus nem posso ignorar nenhum detalhe daquilo que Ele disse, caso contrário eu não seria digno de ser chamado de humano, eu não seria digno da comissão de Deus, e não seria digno de Sua exaltação. Nesta vida, se eu não completar tudo que Deus me disse e confiou a mim, então me restarão remorsos. Mais do que isso, não serei digno da comissão de Deus e de Sua exaltação, e não terei a cara para voltar para diante do Criador”.
3 Tudo que Noé tinha pensado e contemplado em seu coração, cada uma de suas perspectivas e cada atitude sua, cada um determinou que, no fim, ele fosse capaz de colocar as palavras de Deus em prática, de torná-las realidade, de concretizar as palavras de Deus, e de fazer com que fossem cumpridas e realizadas por meio de seu trabalho árduo e tornadas realidade por meio dele, para que a comissão de Deus não desse em nada. Noé era digno da comissão de Deus, era um homem em quem Deus confiava e a quem Deus via com bons olhos. Deus observa cada palavra e ação das pessoas; Ele observa seus pensamentos e ideias. Aos olhos de Deus, por Noé ser capaz de pensar assim, Ele não tinha escolhido errado; Noé conseguiu assumir a comissão e a confiança de Deus e foi capaz de completar a comissão de Deus: ele foi a única escolha entre toda a humanidade.
A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Excurso três: Como Noé e Abraão obedeceram às palavras de Deus e se submeteram a Ele (parte 2)”
Noé era um homem de consciência e humanidade. Ele abordou a comissão de Deus com todo o seu coração e mente, assumindo a construção da arca como a responsabilidade e a missão da sua vida. Quando ele estava construindo a arca, não havia ninguém para supervisioná-lo ou incentivá-lo, e ele encontrou muitas dificuldades. Mas sempre que pensava que isso era a comissão e a exaltação de Deus, ele se sentia motivado. Noé tratava Deus como o Criador; ele se submetia a Deus e tinha um coração sincero para com Deus. Então ponderei o que Deus diz: “[…] ele fosse capaz de concretizar as palavras de Deus, e de fazer com que fossem cumpridas e realizadas por meio de seu trabalho árduo e tornadas realidade por meio dele, para que a comissão de Deus não desse em nada”. Deus estava falando do viver real de Noé. Noé não conhecia as técnicas para construir uma arca, e, na época, a tecnologia não era tão avançada quanto é hoje. Além disso, ele teve que encontrar todos os materiais sozinho, construindo a arca pouco a pouco com seu próprio trabalho. Noé também teve que reunir todo tipo de criatura viva, preparar todo tipo de alimento para os vários animais e cuidar deles e criá-los com atenção. Essa não foi uma tarefa fácil. Se Noé tivesse achado isso desgastante e trabalhoso demais e tivesse sido perfunctório, a arca nunca poderia ter sido construída, e todas as criaturas vivas teriam enfrentado a extinção. Mas diante de tantas dificuldades, Noé não recuou nem um pouco. Em vez disso, ele seguiu estritamente as exigências de Deus sem qualquer concessão, e perseverou por 120 anos para completar a comissão de Deus. Vi que o coração de Noé era sincero; ele tinha consideração pelas intenções de Deus e demonstrou lealdade e submissão a Ele. Pensando nisso, fiquei profundamente comovida e admirei Noé de verdade. Olhando para mim mesma em contraste, mesmo depois de ouvir tantas palavras de Deus, não demonstrei a menor submissão ou lealdade a Ele. O dever que eu desempenhava era muito mais simples do que Noé construindo a arca, mas eu não estava disposta a me dedicar um pouco mais e também fui perfunctória. Vi que me faltava muita humanidade; que eu era indigna de ser chamada de humana. Noé tinha urgência em realizar o que era urgente para Deus e considerava o que Deus estava considerando, garantindo que as intenções de Deus não fossem em vão nele. Não importava quanto sua carne ficava cansada ou exausta, sua atitude em relação à comissão de Deus era ouvir, aceitar e se submeter. Enquanto ele estava vivo, continuou construindo a arca, permanecendo submisso até a morte. Essa atitude preciosa de Noé trouxe conforto ao coração de Deus. Somente pessoas como Noé são aquelas que verdadeiramente possuem humanidade. Pensei em como a casa de Deus nos faz pregar o evangelho e dar testemunho de Deus fazendo filmes. Embora a forma seja diferente da construção da arca, a intenção de Deus de salvar a humanidade é a mesma. Um filme bem-feito pode não apenas resolver as noções das pessoas, mas também orientar aqueles que anseiam pelo retorno do Senhor a buscar e investigar o caminho verdadeiro. Fazer bons filmes é tão importante; isso está relacionado à intenção de Deus de salvar as pessoas. Eu não podia ser preguiçosa e achar que era um incômodo muito grande me dedicar a isso. Tinha que imitar Noé, aprender a ter consideração pelas intenções de Deus e cumprir meu dever.
Em maio de 2024, a igreja fez o arranjo para eu desempenhar o dever de meio-período revisando vídeos de testemunho experiencial. Percebi que isso era Deus me dando uma chance de me arrepender, e valorizei isso profundamente, revisei cada vídeo com cuidado. Quando o dever entrava em conflito com a minha programação diária, eu me rebelava contra a carne e priorizava o dever. Praticando dessa forma, não mais me sentia cansada. Em outubro, a líder arranjou para eu ir à equipe de filmagem de novo para instruir os atores. Ao ouvir essa notícia, fiquei muito feliz. Para não atrasar os ensaios, eu acordava cedo e ia dormir tarde, ou usava meu horário de almoço para revisar vídeos. Ao ensaiar com os atores, eu fazia o meu melhor para instruí-los e praticava muito com eles. Fazendo isso, meu coração se sentia verdadeiramente em paz e seguro.
Certa vez, eu estava conversando com uma irmã sobre a minha experiência anterior de fracasso, e ela me orientou a refletir e entender a perspectiva por trás da minha busca. Pensei em uma passagem das palavras de Deus: “Todas as pessoas devem buscar viver uma vida de significado e não deveriam se contentar com suas circunstâncias atuais. Elas devem chegar a viver a imagem de Pedro e devem possuir o conhecimento e as experiências de Pedro. Elas devem buscar as coisas que são mais elevadas e mais profundas. Elas devem buscar um amor a Deus mais profundo e mais puro e uma vida que tenha valor e sentido. Somente isso é a vida; somente então elas serão iguais a Pedro. Você deve concentrar-se em entrar proativamente no lado positivo e não deve ser passivo nem se permitir retroceder porque você está contente com o conforto temporário, enquanto, ao mesmo tempo, ignora as verdades mais profundas, mais detalhadas e mais práticas. Você deve possuir amor prático e deve encontrar todos os meios possíveis de libertar-se dessa vida decadente e despreocupada, que não se diferencia da vida de um animal. Você deve viver uma vida com sentido, uma vida de valor, e não deve se fazer de tolo nem tratar sua vida como um brinquedo com que se brinque. Para todos os que têm resolução e amam a Deus não existem verdades inatingíveis nem justiça pela qual não possam se manter firmes. Como você deveria viver sua vida? Como deveria amar a Deus e usar esse amor para satisfazer as intenções Dele? Não existe questão mais importante na sua vida. Acima de tudo, você deve ter esse tipo de resolução e perseverança, e não deveria ser um fracote covarde. Você deve aprender a experienciar uma vida com sentido e experienciar verdades com sentido, e não deve tratar a si mesmo de modo perfunctório dessa maneira. Sua vida passará sem que você se dê conta; depois disso, você ainda terá esse tipo de oportunidade de amar a Deus? O homem pode amar a Deus depois que estiver morto? Você deve ter a mesma resolução e a mesma consciência que Pedro; você deve viver uma vida significativa e não brincar consigo mesmo. Como um ser humano e como uma pessoa que busca a Deus, você deve considerar e abordar cuidadosamente a sua vida — considerando como deve se oferecer a Deus, como deve ter uma fé em Deus mais significativa e, já que você ama a Deus, como você deveria amá-Lo de modo mais puro, mais belo e melhor” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “As experiências de Pedro: seu conhecimento de castigo e julgamento”). Eu já tinha lido essa passagem, mas nunca considerei se a minha visão de vida e os meus valores estavam corretos. Depois de ler, entendi que é preciso buscar levar uma vida valiosa e significativa. Depois que Pedro começou a seguir o Senhor Jesus, ele viajou por toda parte pregando o caminho do Senhor. Ele não buscou uma vida confortável, mas buscou apenas amar e satisfazer a Deus e cumprir o dever de um ser criado. No final, foi crucificado de cabeça para baixo em prol de Deus, alcançando o amor supremo por Deus e a submissão até a morte. Ele ganhou a aprovação de Deus, e sua vida foi valiosa e significativa. Mas o que eu buscava era uma vida de conforto, sempre querendo me preocupar menos. Viver assim não tem sentido; é apenas uma perda de tempo. Refleti que desempenhar dever de direção significava descansar um pouco menos e ter que pensar um pouco mais que os outros, e era um pouco mais cansativo para a minha carne. No entanto, significava que eu podia fazer a minha parte no trabalho evangelístico — que coisa mais valiosa! Se eu tivesse feito isso direito, meu coração ficaria em paz e tranquilo sempre que eu pensasse nisso. Mas agora, toda vez que recordo aquela experiência de fracasso, meu coração se enche de arrependimento e dor. Como eu gostaria de poder voltar no tempo para poder compensar minha dívida! Aquele incidente se tornou uma grande transgressão, um arrependimento na minha vida. Eu tinha que buscar me livrar do meu caráter corrupto e cumprir meu dever. Esse é o objetivo correto a buscar. Pensei nas palavras de Deus: “Os porcos não buscam a vida do homem, não buscam ser purificados e não entendem o que é vida. Todo dia, depois de comer sua porção, eles simplesmente dormem. Concedi a você o caminho verdadeiro, mas você não o ganhou, você permanece de mãos vazias. Você está disposto a continuar nessa vida, na vida de um porco?” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “As experiências de Pedro: seu conhecimento de castigo e julgamento”). Se uma pessoa vive apenas para se entregar ao conforto carnal e não tem nenhum objetivo a buscar, então ela não é diferente de uma besta. Eu não podia continuar caindo na degeneração desse jeito. Tinha que focar mente e energia em buscar a verdade e cumprir meu dever. Essa é a única maneira de viver como um verdadeiro ser humano!
Depois disso, orei a Deus para que Ele me castigasse e disciplinasse se eu fosse perfunctória no dever de novo. E também examinei frequentemente a minha atitude em relação ao dever. Sempre que era tentada a ser perfunctória, eu corria orar e me rebelar contra a carne. Uma tarde, eu estava praticando falas com uma atriz. Eu a corrigi várias vezes, mas mesmo assim ela não estava melhorando. Comecei a achar isso trabalhoso demais e não quis mais ensiná-la. Nesse momento, pensei em uma passagem das palavras de Deus que eu tinha lido dois dias antes: “Quando você sente vontade de fazer as coisas de maneira perfunctória, de ser escorregadio e desleixado e tentar evitar o escrutínio de Deus enquanto desempenha seu dever, você deve se apressar para vir para diante de Deus para orar e refletir se é correto fazer isso. Então, pense um pouco: ‘Qual é o meu propósito em crer em Deus? Minha atitude perfunctória pode fazer as pessoas de tolas, mas fará Deus de tolo? Além disso, eu não creio em Deus e desempenho meu dever para poder ser escorregadio e desleixado, mas para poder alcançar a salvação. Agir dessa maneira mostra que não tenho uma humanidade normal e não é algo em que Deus Se deleita. Isso não serve. Seria uma coisa se eu fosse escorregadio e desleixado e seguisse minha própria vontade no mundo, mas agora estou na casa de Deus, estou sob a soberania de Deus, sob o escrutínio de Seus olhos, e sou um ser humano, então devo agir de acordo com minha consciência e as palavras de Deus e não posso seguir minha própria vontade, ser perfunctório nem ser escorregadio e desleixado. Então, como devo agir para não ser escorregadio e desleixado, para não ser perfunctório? Devo fazer algum esforço. Agora mesmo senti que era muito trabalhoso agir daquela maneira, então quis evitar o sofrimento, mas agora entendo: pode ser mais trabalhoso fazer assim, mas produz resultados, então é assim que devo fazer’. Quando você estiver fazendo isso e ainda não estiver disposto a suportar o sofrimento, nesses momentos você deve orar a Deus: ‘Ó Deus! Sou uma pessoa preguiçosa e escorregadia. Por favor, disciplina-me e reprova-me, para que eu possa ganhar a percepção da consciência e ter um senso de vergonha. Não quero ser perfunctório. Por favor, guia-me e esclarece-me, para que eu possa ver minha rebeldia e minha feiura’. Quando você ora assim, e reflete e tenta conhecer a si mesmo assim, isso dará origem a um sentimento de remorso; você será capaz de odiar sua feiura, e seu estado errado começará a mudar” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Valorizar as palavras de Deus é o fundamento da crença em Deus”). Orei para me rebelar contra meus pensamentos e ideias errados. Então analisei cada fala com a atriz e descobri onde estavam os problemas dela. Depois disso, ela disse suas falas muito melhor, e a filmagem do dia seguinte correu muito bem. Praticando dessa forma, meu coração se sentia muito em paz e tranquilo. Depois, o diretor me pediu para ir com a atriz gravar a narração. Levei isso a sério também. Não me senti cansada mesmo quando gravamos até as primeiras horas da manhã. Mais tarde, quando o filme foi finalizado e vi o vídeo editado, fiquei profundamente comovida. Embora tivesse feito apenas uma pequena parte no filme, senti que desempenhar esse dever foi valioso e significativo! Graças a Deus!