39. Por que eu não conseguia aceitar meu dever com calma?

Por Mo Ran, China

Em 29 de novembro de 2023, fui escolhida como supervisora do trabalho de texto. Ao ouvir essa notícia, senti-me muito perturbada. Eu não conseguia evitar, pois as lembranças de quando eu era supervisora ficavam passando pela minha cabeça. Quando surgiam desvios e problemas no trabalho, a irmã com quem eu cooperava tomava a iniciativa de buscar as causas e encontrar maneiras de resolvê-los, mas eu nunca conseguia lidar com essas coisas corretamente. Sempre que surgiam problemas, eu achava que era por causa do meu calibre baixo e da minha falta de capacidades de trabalho, mas nunca analisava os desvios e as deficiências dos problemas que apareciam, muito menos me esforçava para ponderar como corrigi-los e resolvê-los. Eu sempre sentia que era meio humilhante ter tantos problemas surgindo em meu dever, e não conseguia evitar viver em um estado negativo e queria constantemente fugir do meu dever. Se os líderes também apontassem meus problemas, eu ficava ainda mais negativa. Por eu viver por muito tempo num estado de ficar negativa e desleixar, muitos problemas no trabalho não podiam ser resolvidos a tempo, e eu não trazia ajuda real para meus irmãos e irmãs. Os líderes se comunicaram comigo muitas vezes sobre o meu estado, mas eu ainda não conseguia mudar, e, no fim, isso afetou seriamente o trabalho, e eu fui dispensada. Embora eu tenha sido dispensada, isso foi um alívio. Mas agora queriam que eu fosse supervisora de novo, isso não significaria que eu viveria da mesma forma dolorosa e humilhante de antes? Eu realmente não queria ser supervisora de novo! Além disso, eu sentia que simplesmente não possuía o calibre para ser uma supervisora. Eu via que muitos líderes, obreiros e supervisores eram pessoas de calibre bom, de capacidades de trabalho fortes e alta eficiência para trabalhar, enquanto eu me sentia o tipo de pessoa de calibre baixo e eficiência baixa, e achava que eu simplesmente não era apta para ser supervisora. Nesse momento, em meu dever como membro de equipe, eu conseguia ver alguns resultados e manter um pouco de orgulho, mas ser supervisora significava assumir uma carga de trabalho pesada e ter que levar todos os aspectos em conta. Com minhas habilidades medíocres, eu sentia que, por mais que me esforçasse, ainda não conseguiria fazer bem, e que, no final, eu seria apenas dispensada de novo. Isso seria mais uma derrota esmagadora, e então como meus irmãos me veriam? Diriam que eu era totalmente inútil? Sempre que tinha esses pensamentos, eu queria recusar aquele dever, mas também sentia que, ao recusar meu dever, estaria desapontando a Deus. Especialmente porque, naquele momento, havia apenas uma supervisora para o trabalho de texto, e a carga de trabalho era tão pesada que uma pessoa simplesmente não conseguia dar conta de tudo, a líder disse que o trabalho já havia sido afetado. Como eu treinei em deveres de texto por muitos anos e já havia sido supervisora, eu estava um tanto familiarizada com os vários itens do trabalho, então, se eu não aceitasse esse dever naquele momento, eu realmente não seria digna de ser chamada de membro da casa de Deus. Mas se eu concordasse e depois não conseguisse dar conta do trabalho, meu orgulho e status não estariam acabados? Pensar nessas coisas me fazia sentir especialmente reprimida e angustiada, e eu me sentia entre a cruz e a espada. Levei meu estado diante de Deus em oração: “Deus, hoje este dever de supervisora veio a mim, e sei que é Tua exaltação e graça, mas continuo sentindo que me falta calibre para ser uma supervisora, e tenho muito medo de que, depois de me tornar supervisora de novo, eu encontre todo tipo de problema e acabe presa mais uma vez em status e orgulho, sem conseguir me desvencilhar. Deus, peço que me concedas fé e a determinação para me submeter”.

Mais tarde, fui a uma reunião com o coração pesado. A líder, ao saber do meu estado, encontrou para mim uma passagem das palavras de Deus: “Que o objetivo de Deus ao estabelecer ambientes para o homem é, num sentido, permitir que as pessoas experimentem várias coisas numa variedade de maneiras, aprendam lições com elas, entrem nas várias verdades realidades contidas na palavra de Deus, enriquecer as experiências das pessoas, e ajudá-las a ganhar um entendimento mais abrangente e multifacetado de Deus, de si mesmas, de seus ambientes e da humanidade. Em outro sentido, Deus quer que as pessoas mantenham um relacionamento normal com Ele estabelecendo alguns ambientes especiais e arranjando umas lições especiais para elas. Desse jeito, as pessoas vêm para diante Dele com mais frequência, em vez de viver num estado sem Deus, dizendo que acreditam em Deus, mas agindo de um jeito que não tem nada a ver com Deus ou a verdade, o que levará a problemas. Portanto, nos ambientes estabelecidos por Deus, as pessoas são, na verdade, relutante e passivamente trazidas para diante de Deus pelo Próprio Deus. Isso mostra as intenções minuciosas de Deus. Quanto mais você carecer de entendimento num determinado assunto, mais você deveria ter um coração temente a Deus e piedoso, e com frequência vir para diante de Deus para buscar as intenções de Deus e a verdade. Quando não compreender as coisas, você precisa do esclarecimento e da orientação de Deus. Quando encontrar coisas que não compreende, você precisa pedir a Deus que opere mais em você. Essas são as intenções minuciosas de Deus. Quanto mais você vier para diante de Deus, mais próximo seu coração estará de Deus. E não é verdade que, quanto mais próximo seu coração estiver de Deus, mais Deus habitará nele? Quanto mais Deus estiver no coração de uma pessoa, melhor se tornarão sua busca, a senda que ela trilha e o estado em seu coração(A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Valorizar as palavras de Deus é o fundamento da crença em Deus”). As palavras de Deus são muito claras. Não importa que situações Deus estabeleça, é tudo para que possamos aprender lições e ganhar a verdade. Lembrando de quando eu era supervisora antes, porque foram revelados muitos desvios e deficiências em meu dever, e minha vaidade não era satisfeita, eu frequentemente ficava negativa. Nunca buscava a verdade para resolver meu caráter corrupto. Tudo em que eu pensava era o que os meus irmãos pensariam de mim, e se eles me desprezariam. Eu queria constantemente fugir do meu dever, e fiquei negativa e desleixei, não fazia nenhum trabalho real. No final, o trabalho foi atrasado, e minha vida não cresceu em nada. Tudo isso foi resultado de eu não buscar a verdade a longo prazo. Pensando na época em que eu não era supervisora, eu achava que estava indo bem em todos os aspectos e não tinha um entendimento real de mim mesma. Desde que me tornei supervisora, muitos desvios e problemas foram expostos em meu dever, e fui muito podada. Tudo isso me forçou a refletir sobre minha corrupção e minhas deficiências, e a vir diante de Deus para buscar a verdade. Se eu conseguisse encarar minhas deficiências e falhas, orar mais a Deus e buscar as verdades princípios, eu seria capaz de aprender lições em todos os aspectos. Isso era a graça de Deus. Mas eu não sabia ser grata, e sempre queria me esquivar do meu dever e era irresponsável. Mesmo depois de ser dispensada, não senti um pingo de culpa ou remorso. Em vez disso, pensei nisso como uma espécie de alívio. Eu realmente desapontei Deus! No entanto, Deus não me detestou e, em vez disso, me deu outra oportunidade para treinar, querendo que eu me equipasse mais com a verdade e crescesse na vida mais rapidamente. Mas eu estava entorpecida e de raciocínio lento, e não entendia a intenção de Deus. Eu receava que as minhas deficiências seriam expostas de novo e que os outros me desprezariam, e por isso não quis desempenhar o dever de supervisora. Eu tinha verdadeiramente frustrado a intenção minuciosa de Deus. Perceber essas coisas me fez sentir um tanto culpada e em dívida com Deus.

Passei a entender um pouco mais a intenção de Deus e aceitei o dever de ser supervisora. Mas eu ainda não conseguia deixar de me sentir apreensiva e preocupada. Eu temia não desempenhar bem meu dever, passar a maior vergonha e acabar sendo dispensada como na última vez. Um dia, li as palavras de Deus: “Não importa se seu calibre é alto ou baixo, e se você entende a verdade ou não, em todo caso, você deve ter esta atitude: ‘Já que esse trabalho me foi dado a fazer, devo tratá-lo com seriedade, devo fazer dele a minha preocupação e devo usar todo o meu coração e toda a minha força para fazê-lo bem. Quanto a se eu posso fazê-lo perfeitamente bem, não posso presumir que consiga oferecer uma garantia, mas minha atitude é que eu farei meu melhor para desempenhá-lo bem, e certamente não serei perfunctório em relação a ele. Se surgir um problema no trabalho, eu deverei assumir responsabilidade, garantir que eu aprenda uma lição com isso e desempenhe bem o meu dever’. Essa é a atitude correta(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros, “As responsabilidades dos líderes e dos obreiros (8)”). Depois de ler essa passagem das palavras de Deus, fiquei muito comovida. As exigências de Deus para mim não são altas. Ele não exige que eu realize nenhum grande trabalho acima do calibre e das habilidades que possuo, e apenas pede que eu tenha um coração genuíno e faça o meu máximo para cumprir bem o meu dever. Isso é o suficiente para satisfazer a Deus. Embora ainda não ousasse garantir que poderia arcar com o dever de supervisora, eu tinha que, no mínimo, ter a atitude de fazer o meu máximo para cumprir bem o meu dever. Isso estava ao meu alcance. Percebi que meu fracasso anterior em não cumprir bem meu dever não era porque meu calibre era baixo, mas sim porque eu vivia em um estado de dar um veredicto sobre mim, querendo constantemente recuar. Eu não tinha senso de fardo em relação ao meu dever, e quando surgiam problemas, eu não vinha imediatamente diante de Deus para refletir, e não analisava por que esses desvios e problemas tinham ocorrido, nem ponderava como buscar a verdade para resolvê-los. Tudo em que eu pensava, dia após dia, era meu orgulho e meu status. Com esse tipo de atitude, como eu poderia cumprir bem o meu dever? Ao perceber isso, vi que minha vaidade, orgulho e preocupação com o status eram meus maiores obstáculos em meu dever. Então, comecei a refletir: “Por que é que, sempre que o orgulho e o status estão envolvidos, eu não consigo evitar chafurdar em um estado incorreto?”.

Mais tarde, li as palavras de Deus: “O apreço que os anticristos têm por seu status e reputação vai além do das pessoas comuns, e é algo de dentro de seu caráter essência; não é um interesse temporário nem o efeito transitório de seu ambiente — é algo de dentro de sua vida, de seus ossos, e é, portanto, sua essência. Isso quer dizer que, em tudo que os anticristos fazem, sua primeira preocupação é com seu próprio status e reputação, nada mais. Para os anticristos, reputação e status são sua vida e o objetivo que eles buscam ao longo da vida toda. Em tudo que fazem, sua primeira consideração é: ‘O que acontecerá com meu status? E com a minha reputação? Fazer isso me dará uma boa reputação? Elevará meu status na mente das pessoas?’. Essa é a primeira coisa em que eles pensam, e é prova suficiente de que eles têm o caráter e a essência de um anticristo — e é somente por causa disso que eles consideram as coisas desse jeito. Pode-se dizer que, para os anticristos, reputação e status não são uma exigência adicional, muito menos coisas que são externas a eles de que podem abrir mão. São parte da natureza dos anticristos, estão em seus ossos, em seu sangue, são inatos para eles. Os anticristos não são indiferentes a se possuem reputação e status; essa não é sua atitude. Qual, então, é sua atitude? Reputação e status estão intimamente conectados a seu dia a dia, a seu estado diário, ao que buscam diariamente. E assim, para os anticristos, status e reputação são sua vida. Não importa como vivam, não importa o ambiente em que vivam, não importa o trabalho que façam, não importa o que busquem, quais sejam seus objetivos, qual seja a direção de sua vida, tudo gira em torno de ter boa reputação e status elevado. E esse objetivo não muda; eles nunca conseguem deixar essas coisas de lado. Essa é a face verdadeira dos anticristos e sua essência. Você poderia colocá-los numa selva intocada no meio das montanhas e, ainda assim, eles não deixariam de lado sua busca por status e reputação. Você pode colocá-los em qualquer grupo de pessoas, e tudo em que conseguem pensar continua sendo status e reputação. Embora os anticristos também acreditem em Deus, eles veem a busca por status e reputação como equivalente à fé em Deus e colocam essas duas coisas no mesmo nível. O que quer dizer que, enquanto trilham a senda de fé em Deus, eles também buscam seu próprio status e reputação. Pode-se dizer que, no coração dos anticristos, a busca da verdade em sua fé em Deus é a busca de status e reputação; e a busca de status e reputação também é a busca da verdade; ganhar status e reputação é ganhar a verdade e vida(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 3”). Pelas palavras de Deus, eu vi que os anticristos tratam a reputação e o status como sua própria vida, e como o objetivo que buscam ao longo de toda a sua vida. Não importa o que façam ou digam, tudo o que eles consideram é sua própria reputação e status. Essa é a essência de um anticristo. Pensando bem, eu sempre tive um desejo forte por reputação e status desde pequena, e sempre vivi de acordo com os venenos satânicos de “as pessoas precisam de seu orgulho assim como uma árvore precisa de sua casca”, e “um homem deixa seu nome onde quer que passe, assim como um ganso deixa seu grito onde quer que voe”. Eu me importava profundamente com a forma como os outros me viam. Quando eu estava na quarta série, minha professora me escolheu para participar de uma olimpíada de matemática. Mas eu não tirei uma nota tão alta quanto os outros alunos, e me senti muito humilhada. Depois disso, inventei uma desculpa e larguei a escola. A professora viu que as minhas notas não eram tão ruins assim, na verdade, e achou uma pena eu ter saído, então foi até a minha casa especificamente para me convencer. Só então eu voltei para a escola. Na sétima série, uma vez, respondi errado a uma das perguntas da professora, e a classe inteira caiu na gargalhada. Senti-me completamente humilhada e nunca mais voltei para a escola. Depois de encontrar Deus, eu continuei do mesmo jeito. Porque meu desejo por reputação e status não havia sido satisfeito, eu vivia em um estado negativo e queria desistir do meu dever. Na época em que fui supervisora, muitas das minhas deficiências foram expostas, e eu me senti muito humilhada, por isso, queria constantemente me esquivar do meu dever e não me esforçava para resolver questões que poderiam ter sido resolvidas. Eu desleixei e fui negativa no dever e, no final, atrasei o trabalho da igreja e fui dispensada. Dessa vez, eu também não queria ser supervisora porque tinha medo de não conseguir fazer trabalho real e ser dispensada de novo, e temia que o meu orgulho sofreria outro golpe. Para evitar ser menosprezada, eu ficava querendo recusar esse dever. Eu considerava constantemente a minha reputação e o meu status, sem pensar nem um pouco no trabalho da igreja. Eu era verdadeiramente egoísta, desprezível e sem humanidade! Para uma pessoa que possui humanidade, quando estiver diante de um dever, não importará se esse dever poderá lhe trazer prestígio ou as dificuldades que poderá enfrentar. Contanto que seja algo que o trabalho da igreja exija, ela confiará em Deus e fará tudo o que puder para fazer sua parte. Mas eu sempre chafurdava em preocupações com reputação e status, e assim que encontrava alguns reveses ou fracassos em meu dever, eu mergulhava em um estado de desânimo. Eu sempre quis recusar e me esquivar do meu dever. Nisso, eu não estava me opondo a Deus? Vi que buscar status e fama só me levaria a resistir a Deus e a ofender Seu caráter, e que, nisso, eu estava trilhando a senda de um anticristo. Se ficasse buscando reputação e status, eu nunca desempenharia bem o meu dever, e seria apenas detestada e eliminada por Deus. Percebendo tudo isso, orei a Deus: “Deus, meu coração está consumido demais por status e fama. Não quero mais me rebelar contra Ti. Não importa qual seja o meu calibre, estou disposta a fazer tudo o que posso para cumprir bem o meu dever, para que Teu coração possa ser confortado”.

Em minha busca, descobri que sempre tive uma visão equivocada. Eu achava que, para ser supervisora, era preciso ter bom calibre e trabalhar com eficiência; caso contrário, a pessoa não era qualificada para ser uma supervisora. Mas eu nunca procurei saber se essa minha visão estava realmente correta. Mais tarde, li as palavras de Deus: “Analisando isso sob a perspectiva do trabalho geral da casa de Deus, é claro que, se houvesse mais pessoas com calibre bom, o trabalho de igreja realmente seria mais fácil. No entanto, há uma premissa: na casa de Deus, Ele está fazendo Sua própria obra, e as pessoas não exercem um papel decisivo. Portanto, se o calibre das pessoas é bom, mediano ou baixo não determina os resultados da obra de Deus. Os resultados finais a serem alcançados são realizados por Deus. Tudo é conduzido por Deus; tudo é obra do Espírito Santo(A Palavra, vol. 7: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (7)”). “Independentemente de seu calibre ser alto ou baixo e de quanto talento você tenha, se seus caracteres corruptos não forem resolvidos, então, não importa em que posição seja colocado, você não será apto para ser usado. Por outro lado, se seu calibre e suas habilidades forem limitados, mas você entender várias verdades princípios, incluindo as verdades princípios que deve entender e captar dentro do escopo de seu trabalho, e seus caracteres corruptos forem resolvidos, então você será uma pessoa apta a ser usada(A Palavra, vol. 7: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (3)”). “A habilidade de desempenhar bem o dever não depende apenas do calibre de uma pessoa, mas principalmente de sua atitude em relação ao dever, sua índole, se sua humanidade é boa ou ruim e se ela é capaz ou não de aceitar a verdade. Essas são as raízes do problema. Se seu coração está no dever, se você está fazendo o seu melhor e agindo sinceramente, se você tem uma atitude séria e escrupulosa em relação ao desempenho do dever, se você é sério e trabalha duro: essas são as coisas para as quais Deus olha, e Deus escrutina a todos(A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “O cumprimento adequado dos deveres exige cooperação harmoniosa”). As palavras de Deus me fizeram perceber que meu ponto de vista não se conformava com a verdade de forma alguma, que qualquer trabalho na casa de Deus é feito pelo Próprio Deus, e que o calibre de uma pessoa não determina tudo. Se conseguimos desempenhar bem nosso dever depende principalmente da nossa atitude em relação ao dever, se temos um coração consciencioso e responsável, e se podemos agir de acordo com as verdades princípios. Se uma pessoa tem dons e calibre, mas não tem senso de fardo ou responsabilidade em relação ao seu dever, e quando os irmãos e irmãs apontam seus problemas, ela se recusa a aceitá-los e não reflete sobre eles nem os analisa, então, mesmo que tenha dons e calibre, ela não consegue desempenhar bem seu dever, e Deus não a abençoará nem a guiará. Pelo contrário, se uma pessoa tem um calibre mediano, mas seu coração está no lugar certo, e ela desempenha seu dever com diligência e responsabilidade, e quando os irmãos e irmãs apontam seus desvios e suas deficiências, ela consegue aceitar e corrigir essas coisas, então ela ainda consegue alcançar alguns resultados em seu dever. Lembrei-me de uma irmã que conheci. O calibre dela era mediano, mas, depois de ser eleita líder, ela teve senso de fardo no dever, fez seu trabalho de forma conscienciosa e pragmática, e alcançou resultados relativamente bons em seu dever, e, mais tarde, foi promovida para assumir um trabalho maior. Havia também uma irmã que cooperou comigo antes, que tinha bom calibre, mas quando a líder apontou problemas e desvios em seu trabalho, ela não só se recusou a aceitá-los, como também retrucou e se recusou a se submeter. Como resultado, ela perdeu a obra do Espírito Santo, foi incapaz de perceber bem quaisquer problemas e não obteve resultados no dever, e, por fim, foi dispensada. A partir desses fatos, vi que o fato de uma pessoa conseguir desempenhar bem seu dever não é determinado decisivamente por seu calibre, e que a chave está em se ela consegue aceitar a verdade e em sua atitude em relação a seu dever.

Mais tarde, li mais das palavras de Deus: “O calibre, os dons e os talentos que Deus concedeu a você já são suficientes — é só que você não está satisfeito, que não é devotado a seu dever, que nunca sabe qual é seu lugar, que sempre quer declamar ideias pomposas e se exibir, acabando por transformar seus deveres em caos. Você não pôs em jogo o calibre, os dons e os talentos que Deus lhe deu, você não fez um esforço pleno e não alcançou nenhum resultado. Embora você possa estar bastante ocupado, Deus diz que você é igual a um bufão, não uma pessoa que sabe o seu lugar e está concentrada em suas tarefas apropriadas. Deus não gosta de pessoas assim. Portanto, não importa quais sejam seus planos e objetivos, se, no fim, você não chegar a desempenhar seu dever de acordo com os princípios exigidos por Deus com todo o seu coração, toda a sua mente e toda a sua força, com base no calibre, nos dons, talentos, habilidades e em outras condições inerentes que Deus lhe deu, Deus não Se lembrará do que você fez, e você não estará desempenhando seu dever, mas estará cometendo o mal(A Palavra, vol. 7: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (3)”). “Primeiro, aproveite ao máximo os dons, as habilidades e os pontos fortes inerentes e existentes que Deus lhe deu, bem como as habilidades técnicas ou profissionais que você é capaz de obter e alcançar, e não se contenha. Se você chegou a satisfazer a Deus em termos de todas essas coisas e acha que ainda pode alcançar patamares mais elevados, então veja em quais habilidades técnicas ou profissionais você pode melhorar ou alcançar uma conquista, dentro do escopo do que seu calibre pode alcançar. Você pode continuar a aprender e a melhorar com base no que pode alcançar com seu próprio calibre. […] Se conseguir desempenhar seu dever com todo o seu coração, toda sua força e toda sua mente, da melhor forma possível, e tiver um coração sincero, então você é tão precioso quanto o ouro diante de Deus. Se não puder pagar um preço e carecer de lealdade ao desempenhar seu dever, então, ainda que suas condições inatas sejam melhores do que as da pessoa mediana, você não será precioso diante de Deus, não valerá nem mesmo um grão de areia(A Palavra, vol. 7: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (3)”). As palavras de Deus me fizeram entender que, não importa o calibre que uma pessoa tem, contanto que ela desempenhe o dever dentro do escopo daquilo de que é capaz, com toda a força e a mente, e tenha um coração sincero, tal pessoa é mais preciosa que o ouro aos olhos de Deus. O calibre que Deus me deu era, na verdade, suficiente, e eu também conseguia compreender alguns princípios relativos ao trabalho de texto, e, normalmente, não era como se eu não tivesse nenhuma senda ao acompanhar o trabalho. A questão era que eu nunca tinha conseguido tratar minhas deficiências adequadamente, eu sempre me comparava com aqueles com melhor calibre e dons, e nunca focava meu coração em como desempenhar bem meu dever. Agora que eu estava desempenhando o dever de supervisora de novo, eu valorizaria profundamente esse dever e o desempenharia com todo o meu coração e mente. Eu não podia mais tratá-lo com negatividade.

Como minha atitude mudou, na vez seguinte em que desempenhei meu dever, orei para que Deus mantivesse meu coração calmo diante Dele. Ao revisar os sermões com cuidado, consegui encontrar alguns problemas, e pude obter alguns benefícios estudando habilidades profissionais junto com meus irmãos e irmãs. Quando desvios e problemas apareciam no trabalho, expondo muitas das minhas deficiências, eu ainda me sentia envergonhada e um tanto negativa, e até pensava em recuar, e, nesses momentos, pensava nos meus fracassos passados. Antes, eu sempre chafurdava em preocupações com orgulho e status, e quando os problemas apareciam, eu não era proativa em analisar os desvios e as deficiências, sempre me sentindo negativa e recuando, e, como resultado, perdi a obra do Espírito Santo. Eu não queria cair em um estado de desânimo de novo, então orei a Deus, pedindo que Ele me ajudasse a sair da negatividade. Ao mesmo tempo, também me abri sobre meu estado com os líderes e meus irmãos e irmãs, e todos eles se comunicaram comigo e me encorajaram. Os líderes também me ajudaram e apoiaram, apontando problemas na forma como eu estava desempenhando meu dever. Ponderei sobre como esses problemas foram causados, e descobri que alguns foram causados por minha atitude perfunctória, e que outros surgiram porque eu não captava os princípios, então analisei e corrigi esses problemas. Às vezes, quando havia coisas demais com que lidar, os líderes me escreviam e me ajudavam a aprender a priorizar, e, depois de organizar meu tempo razoavelmente dessa forma, tornei-me capaz de desempenhar meu dever normalmente. Depois de um tempo, os resultados no trabalho de texto melhoraram um pouco. Agora, sou supervisora há mais de meio ano, e embora eu tenha muitas deficiências e insuficiências, e ainda haja muitos problemas no trabalho, por meio do que experienciei dessa vez, eu sinto de verdade que o trabalho da casa de Deus é mantido pelo Espírito Santo. Quando deixo de lado os interesses pessoais e desempenho meu dever com diligência, consigo receber a obra e a orientação do Espírito Santo, e também consigo alcançar alguns resultados em meu dever. Graças a Deus!

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